Paris 6: Restaurante francês em São Paulo

Paris 6 Restaurante São Paulo

Eu teria desistido de conhecer o Paris 6 se tivesse dado ouvido aos comentários que li sobre ele na Internet: “ambiente cafona, fila infernal, atendimento a desejar, preço caro”. À parte da demora de meia hora na fila (o que é de se esperar de um lugar que está na boca do povo – inclusive na boca do jogador Sheik, já que foi lá que ele deu o tal selinho no amigo), não encontrei nada dos outros mimimis. Não sei se os reclamões da Internet não tiveram sorte ou se são móóinto exigentes mesmo, só sei que eu tive uma experiência maravilhosa no restaurante!

Como o próprio Paris 6 se rotula, ele é “mais do que um restaurante, é um ponto de encontro”. Encontro de ricos e famosos e de gente como a gente. É um restaurante que funciona 24 horas por dia, serve café da manhã, almoço, lanche e jantar e honra o que traz no nome: tem decoração de bistrô parisiense, toca música em francês e tem no cardápio clássicos franceses (entre um e outro prato de outra nacionalidade).

O grande barato do Paris 6 (e, por incrível que pareça, motivo de muitas críticas) é o seu menu inspirado em artistas que frequentam a casa. As receitas são criações das próprias celebs em conjunto com o restaurante e levam o nome dos seus criadores. Isso quer dizer que no Paris 6 você pode comer a “Luana Piovani”, o “Bruno Gagliasso” ou o “Marcelo Adnet”, por exemplo. Eu, no caso, dividi a “Suzana Vieira” com meu namorado de entrada, jantei o “Dalton Vigh” de prato principal e, pra fechar, pedi o “Marcos Pasquim” de sobremesa. Não é puro bom humor?! Os pratos são bem servidos e a comida, como diriam os franceses, délicieux!

E estava tudo tão délicieux que ficamos nada menos do que cinco horas no Paris 6 comendo, bebendo e rindo um bucado… Ai ai, já saudades! É certamente um lugar que eu recomendo pra quem quer mais do que só sair para comer.

O Paris 6 fica na Rua Haddock Lobo, 1240, no bairro Jardim Paulista. Ah! E para a alegria dos cariocas o restaurante inaugurou no ano passado, 2013, uma filial no Rio. Sortudos!

Veja outra sugestão de restaurante em Sampa que conheci: D’olivino

Subir a Torre Eiffel pelas escadas. Como é?

Torre Eiffel pelas escadas

Que me perdoem o Big Ben, a Estátua da Liberdade ou o Burj Khalifa, mas a Torre Eiffel, símbolo emblemático de Parrí, é indiscutivelmente a silhueta mais cobiçada do mundo. Quase 7 milhões de pessoas visitam a ‘Dama de Ferro’, como dizem os parisienses, por ano. Quem, em uma pernada pela cidade, não sai a procura dela no horizonte? Todo mundo quer uma lasquinha: quer ver, tocar, subir, fotografar…

O que nem todos sabem, porém, é que a “experiência Torre Eiffel” pode ser ainda mais, digamos, íntima. Quem quiser pode explorá-la por dentro, percorrendo os seus cantinhos mais secretos. É a possibilidade de subir a Torre pelas escadas que levam do chão ao 2° andar.

Torre Eiffel pelas escadas

São ao todo 704 degraus em lances de escada em zig zag que, a cada curva, desvenda ângulos únicos da cidade luz.

Torre Eiffel pelas escadas

Além desse tour diferenciado que só quem dispensa o elevador tem, subir a torre na panturrilha tem outras vantagens bem vindas:

Torre Eiffel pelas escadas

Depois de atingir o 2° andar (e constatar que os pulmões estão em dia), pegue o elevador até o 3° e aprecie Paris lá de cima. No intervalo entre as subidas e descidas, aproveite as atrações de cada andar, que vão de restaurantes e loja de souvenir a museu e cinema. Dica: no 3° andar, gaste € 12 sem culpa na Champanheria e brinde sua chegada ao topo da Torre na maior elegância. Santé!

Veja outras dicas de Paris no post Roteirão: 4 dias em Paris!

Novidades tecnológicas para viajantes que não desligam

Foi se o tempo em que viajar significava ficar incomunicável por um tempo, estar por fora das notícias do mundo ou se ausentar verdadeiramente das decisões do trabalho. Hoje em dia, os smartphones, ou melhor, a dependência que criamos deles, não nos deixa em paz desligar de tudo que acontece nem mesmo quando viajamos. É um tal de pegar o celular na mão toda hora às vezes sem nem mesmo saber o porquê. Tô certa ou não?!

O vício é fato e, diante disso, o mercado não perde tempo. A cada insight  inventa um negocinho novo pra gente consumir e alimentar essa sede por tecnologia. Felizmente (ou infelizmente… Depende do ponto de vista), os dispositivos eletrônicos que têm surgido caem muito bem pros viajantes, já que dão aquela mão em lugares longe da zona de conforto.

Dá só uma olhada nestas tecnologias lançadas recentemente que estão mudando o jeito de viajar:

1. Carregador portátil para smartphone

Carregador Portátil Smartphone

A bateria do seu celular acaba no começo de um dia incrível. Sem tomadas por perto, você fica sem poder tirar fotos, sem GPS, sem Instagram, sem contato. O que fazer? Tirar o seu carregador portátil da bolsa ou mochila e dar carga ao celular com a energia guardada nele. É tecnologia minha gente! :)

Neste link aqui você encontra uma matéria bem detalhada sobre os carregadores que existem hoje no Brasil, as especificações e o preço médio de cada um. Eles custam entre R$ 69 e R$ 420.

2. Tep Wireless

Tep Wireless Hotspot

Este aqui é revolução! Que tal ter o seu sinal wi-fi pessoal pra usar onde quer que esteja? O Tep é um aparelhinho sem cabo que fornece sinal de Internet para smartphones, tablets e laptops. Ele pode conectar cinco aparelhos ao mesmo tempo, tem cinco horas de bateria e cabe no bolso (é menor do que um iPhone).

O aparelho ainda não está disponível para venda, apenas para aluguel. Ao acessar o site da empresa, você seleciona para qual continente ou país irá viajar, escolhe a quantidade de dias que irá usá-lo e paga por cartão de crédito. O Tep vai chegar na sua casa alguns dias antes do aluguel começar a contar e, quando você voltar de viagem, é só enviar o aparelho de volta por correio, tendo já pago essa taxa na contratação da Internet. Sucesso, né?!

A diária do aluguel custa € 5,00 (R$ 14,80 no câmbio de hoje). Numa viagem de dez dias para a Europa, por exemplo, custaria R$ 199,60 já com todas as taxas. Não é uma bagatela, mas com certeza é muito mais barato do que pagar o roaming internacional de dados das operadoras.

3. Lentes fotográficas para smartphone

Kit Lentes Smartphone Olloclip

Diante das facetas fotográficas dos smartphones, empresas inteligentes resolveram beliscar uma fatia desse mercado e criaram acessórios para potencializar a câmera digital do aparelho. São lentes que, quando acopladas ao corpo do celular, garantem mais qualidade às fotos e permitem efeitos antes só conseguidos com câmeras profissionais. Lentes zoom, olho de peixe e ultra macro são algumas das disponíveis.

Um kit que está fazendo o maior sucesso é este do Photojojo, que fornece lentes para fazer fotos em grande angular, close-up, imagens distantes entre outras habilidades com valores acessíveis e sem muito esforço para usar (as lentes “grudam” no celular através de imã). O kit com as 5 lentes custa U$ 99, o com 3 lentes U$ 49, e cada lente sozinha a partir de U$ 20. Olha só ele aí:

Kit Lentes Smartphone Photojojo

Outras opções são as lentes da Olloclip (a da primeira foto – com acessórios para iPhone 4, 4s, 5, 5s, 5c), da Pixeet (que vende exclusivamente lentes olho de peixe para smartphones e tablets) e as da Moment. Os sites em português Lente para celular e Banana Foto vendem alguns destes acessórios.

Como não amar estas novidades?!

Músicas para viajar

Músicas para viajar

Quem aí é fã do Canal Off? o/ E quem já desejou ter tooodas as músicas que trilham a programação? o/ o/ o/ Aham! Todo mundo, né?!

Se você não conhece o Off, saiba que ele é um canal de TV especializado em esportes de aventura que tem sempre uma trilha sonora bacanérrima no ar. Geralmente são músicas com uma levada zen que combinam muito bem com estrada, praia, pôr do sol… Mas às vezes são trilhas mais agitadas que dão uma vontade repentina de sair correndo e saltar de paraquedas.

Sempre que assisto o Off imagino como seria viajar embalada por estes sons. Quem já viajou sozinho sabe o quanto uma musiquinha nos ouvidos vai bem pra dar mais graça àqueles momentos especiais quando não temos ninguém pra interagir. A música parece que preenche esse vazio! Já no caso de quem viaja em galera, o som tem o feliz efeito de reunir ainda mais a turma… Num é não?!

Agora vem a boa notícia! O Canal Off disponibiliza a lista completa das músicas tocadas em cada episódio de seus programas através do site! É só entrar no link playlists e se esbanjar com as seleções.

Dá para ouvir os setlists direto no computador, tablet ou smartphone conectado à Internet ou, se tiver tempo (e dedicação), usar as pré seleções para montar a sua lista personalizada. Ou seja, vasculhar entre as trilhas já selecionadas por eles quais são as suas favoritas e criar a seleção que você quer que embale a sua viagem.

E aí, gostou da dica?! :)

Uma cidadezinha palaciana chamada Potsdam

Já contei uma vez aqui que Berlim não foi uma cidade que me cativou, mas uma coisa eu preciso reconhecer: ela me reservou três boas surpresas pelo caminho. Entrar sem querer no Oktoberfest da cidade achando que era uma exposição, por exemplo, foi uma delas. Descobrir o endereço de um Campo de Concentração horas antes de deixar a cidade foi outra e a terceira foi saber da existência de Potsdam, uma cidadezinha palaciana a 45 minutos de trem dali digna de um bate-volta.

Era o meu penúltimo dia em Berlim quando fui conhecer Potsdam acompanhada de duas amigas que fiz no albergue: uma coreana e uma alemã que, por sinal, não batia muito bem das ideias. Mesmo assim, lá fomos nós passar o dia na cidade que um dia havia sido a residência dos reis da Prússia.

Essa herança real transformou Potsdam em um verdadeiro complexo palaciano com 150 edifícios históricos que, juntos, receberam o título de Patrimônio Cultural da Humanidade. Palácios, jardins, praças e monumentos erguidos entre 1730 e 1916 enfeitam a cidade e deixam um clima nobre no ar, dando a impressão de que a qualquer instante você vai se deparar com um rei e uma rainha acenando de uma sacada.

Quando chegamos na cidade, descemos na estação e logo cruzamos a pé o imponente Nauener Tor, um dos três portões de entrada de Potsdam. Ele foi erguido em 1755 e é considerado o primeiro modelo de arquitetura neo-gótica inglesa a ser construído na Europa. Hoje ele é um importante ponto de encontro do povo local e da turistada, que lota rapidinho os restaurantes com vista para ele.

Potsdam

Pertinho dali passamos pelo Holländisches Viertel, o Bairro Holandês de Potsdam. Cerca de 150 casas de tijolos vermelhos em estilo tipicamente holandês tomam quatro quadras da cidade e agradam tanto moradores quanto visitantes. Construídas entre 1734 e 1742 por holandeses convidados a ajudar no desenvolvimento da cidade, são hoje um centro de compras e de cafés e barzinhos aconchegantes. Como não gostar desse lugar?!

Potsdam

Igrejas protestantes, católicas e ortodoxas também compõem o cenário de Potsdam. Quando passei por esta da foto, o sino tocava e dela saía um casal de pombinhos recém casados… Omg! S2

Potsdam

A caminhada nos levou até o Parque de Sanssouci (pronuncia-se “Sansucí”), a maior atração de Potsdam e o principal motivo do nosso bate-volta. Lá fica o Schloss Sanssouci, o Palácio de Sanssouci, antiga residência de verão do Rei da Prússia Frederico, o Grande. Ele queria um local para relaxar e plantar suas ameixas, figos e uvas em paz. O encantamento dele com o lugar era tanto que deu ao Castelo o nome de Sanssouci porque, em francês, significa “despreocupado”. Que bom humor!

Potsdam

O Palácio foi construído entre 1745 e 1747 em estilo Rococó e nem é tão grande assim, tem apenas dez cômodos. O que realmente impressiona está nos arredores do Palácio: jardins enormes, bosques, estátuas e fontes, comparados inclusive com o Jardim de Versalhes, na França.

Potsdam

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Após a construção do Palácio de Sanssouci, outros prédios foram erguidos a pedido do Rei em uma área total de 290 hectares. A Chinesisches Haus, Casa Chinesa, foi um deles. Ela foi construída como um pavilhão para enfeitar o jardim e a horta do Parque, mas depois serviu como espaço para pequenos eventos sociais.

Potsdam

O Neues Palais, Novo Palácio, é a obra mais majestosa do Parque. Foi construído entre 1763 e 1769 para comemorar o sucesso da Prússia na Guerra dos Sete Anos e nunca se tornou residência oficial do Rei, era usado apenas para receber membros da realeza e personalidades importantes. Este Palácio, sim, foi erguido com mais de 200 cômodos em mármore e pedras. Quem pode, pode!

Potsdam

Moinho de Ventos também é outro destaque do Parque de Sanssouci. No momento que passávamos por lá, um artista todo trabalhado na vestimenta antiga tocava flauta e aumentava ainda mais a pompa do lugar. Que produção! Adoro…

Potsdam

Como chegar em Potsdam?
Pegar o trem suburbano da rede S-Bahn na Estação Central de Berlim (Berlin Hauptbahnhof) sentido Potsdam.

Mais uma curiosidade de Potsdam: Studio Cinematográfico de Babelsberg
Em Potsdam também fica o maior e mais antigo parque cinematográfico da Europa, o Studio Babelsberg. Lá foram produzidos mais de 3 mil filmes para cinema e televisão. De março a outubro é aberto à visitação. Vale inserir no roteiro!

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