Conheça El Castillo, um vilarejo remoto na Nicarágua

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Há pedaços do mundo que parecem cantinhos do paraíso. El Castillo é um deles. Esta aldeia perdida numa região remota da Nicarágua é acessível apenas por rio. Não existem estradas nem veículos motorizados, as pessoas por lá apenas caminham e vivem em um ritmo descontraído, sem exigências.

É subindo na lancha que vem da cidade de San Carlos que o viajante avista um dos principais símbolos do destino: a imponente fortaleza construída pelos espanhóis numa bem sucedida tentativa de pôr fim às invasões piratas.

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Uma curiosidade sobre El Castillo é que, antes do Canal do Panamá existir, era por lá que se fazia a ligação entre os dois grandes oceanos – o Atlântico e o Pacífico. Na foz do rio San Juan, em San Juan de Nicarágua, subia-se até o Lago Nicarágua e, de lá, chegava-se logo ao Pacífico – ou, do ponto de vista dos comandantes de navios, às ricas cidades de Granada e León.

Desembarcando na aldeia, as casas de semi palafitas, construídas em madeira e pintadas em cores atraentes, acompanham toda a rua principal. Nas varandas existem quase sempre cadeiras de balanço e jardins alegrados por flores exóticas e plantas tropicais. A passarinhada vai cantando nas árvores e as pessoas vão seguindo com suas vidas sem muitos compromissos.

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No pequeno terreno que serve de cais os locais se reúnem, recebem amigos ou familiares, aguardam encomendas trazidas de San Carlos ou se preparam, também eles, para embarcar. No modesto centro há soldados fazendo a segurança, lojas e outros serviços, como restaurantes com decks românticos onde se pode bebericar uma batida de frutas tropicais assistindo as águas deslizarem bem em frente. Existe ainda um campo de futebol, algumas escolas, um centro de saúde, um cemitério, um viveiro de borboletas e até uma fábrica de chocolate que pode ser explorada com visita agendada.

Apesar de não ser um destino popular, o turismo parece ter tomado conta do vilarejo. Não faltam hotéis e ofertas de passeios. Entretanto, embora os locais não se preocupem com o número pequeno de estrangeiros, fica a impressão de que a comunidade se deslumbrou com a chegada dos visitantes e que se transformou para uma vazão de turistas que nunca engrossou.

Seguindo o passeio pela aldeia, à medida em que se afasta da via paralela ao rio, as casas vão se tornando mais pobres. Dignas, mas pobres, afinal acessibilidade tem seu preço e, por isso, a proximidade com a água dita o valor da propriedade.

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Logo, cada rua, cada casa, se torna familiar, mas há sempre algo novo para observar: os homens que pescam de rede, o burburinho que rodeia a chegada e partida do barco para San Juan de Nicarágua (a viagem, aliás, dura mais de dez horas) e os detalhes, como o contraste das flores de cores berrantes contra a cor ocre pintada na madeira das casas.

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Enfim, El Castillo é um destino ideal para o viajante que busca o incomum, o autêntico: uma bonita aldeia com casas fotogênicas, um castelo, natureza envolvente e o sempre presente charme do rio San Juan. É o local perfeito para ler, criar ou simplesmente viver durante uns tempos descontraidamente. Quem chega para uma noite pode ficar tentado a ficar indefinidamente…

Como chegar

Não é simples, mas vale a pena. Só há uma maneira: de lancha a partir de San Carlos, uma cidade que faz fronteira com a Costa Rica e que é alcançada através de uma viagem de cerca de cinco horas a partir de Manágua. Há dois tipos de lancha: a lenta, que leva três horas, e a rápida, cujo bilhete custa quase o dobro mas que vence o rio em duas horas. Quem estiver na Costa Rica pode usar Los Chiles como base para cruzar a fronteira diretamente para San Carlos, seja por carro ou lancha – ainda que a abertura da fronteira terrestre tenha tornado obsoleta a travessia por água.

De uma maneira geral, não existe maneira pior ou melhor de voar para as imediações. O mais indicado é incluir Nicarágua em uma viagem ampla pela região, que englobe países como Panamá, Costa Rica, Honduras, El Salvador e Guatemala. Para encontrar os melhores voos para a América Central pode-se recorrer ao pesquisador de preços Rumbo.

Já em relação à acomodação, El Castillo não é o local mais indicado para uma estadia de luxo, mas certamente há estabelecimentos com qualidade.

texto e fotos | Ricardo Ribeiro

Venda de ingressos para as Olimpíadas nesta 5ª e 6ª feira (21 e 22/janeiro)

Olimpíadas Rio 2016

Quem aí tá doido pra assistir as Olimpíadas Rio 2016 ao vivo e a cores, mas até agora não conseguiu ganhar a queda de braço na Internet pra comprar uma entrada? Arregaça as mangas porque sua chance é agora! Amanhã e sexta-feira (dias 21 e 22 de janeiro) serão colocados a venda mais meio milhão de ingressos pros dias mais procurados do evento que até então estavam esgotados – inclusive a cerimônia de abertura e finais.

Eu consegui comprar o meu ingresso em outubro do ano passado num dia desses em que a venda direta foi aberta pela Internet. Vou assistir competição de atletismo com o “plus” da data cair bem no meu aniversário, 13 de agosto!

Em cada um dos dias serão disponibilizados ingressos para jogos diferentes:

21 de janeiro (quinta-feira)

  • Cerimônia de abertura
  • Cerimônia de encerramento
  • Atletismo
  • Futebol
  • Handebol
  • Hipismo
  • Natação
  • Pólo aquático
  • Tiro com arco

22 de janeiro (sexta-feira)

  • Basquetebol
  • Ciclismo de pista
  • Ginástica (todas)
  • Judô
  • Nado sincronizado
  • Saltos ornamentais
  • Tênis
  • Voleibal
  • Vôlei de praia

Perde, não! Boa sorte.

Diário de viagem: Cruzeiro MSC Splendida

MSC Splendida

Nestas férias fiz uma viagem diferente: um cruzeiro! Foram 8 dias a bordo do MSC Splendida navegando pela costa brasileira com destino a duas paradas no Uruguai e uma na Argentina. Pra trás ficaram o Brasil e os dias de deus-nos-acuda de 2015 e no lugar entraram piscinas de água salgada, pizzas às 4 da tarde, noites despreocupadas de rasteirinha no pé e vinho na mão e a sensação boa de que no meio do oceano ninguém podia me achar. Abre parênteses: em tempos de smartphone ficar sem sinal é uma alegria! Não é?

Esta não foi a primeira vez que fiz um cruzeiro, mas foi a minha estréia curtindo cada cantinho do navio. Os 18 andares super bem decorados e bem servidos de atrações disputavam os minutos do nosso dia e os mais de mil tripulantes a bordo deixavam tudo limpo, pronto e fácil de ser aproveitado. Tinha comida (variada e das boas!) disponível das 5h30 da manhã às 2h30 da madrugada; todos os dias à noite o teatro trazia um espetáculo de dança, música ou acrobacia a la Cirque du Soleil; e as 4 áreas de piscina, os 17 bares, o cassino, a boate e todo o resto completavam os dias de dolce vita. Que saudade que já dá!

Terra à vista! As paradas no Uruguai e Argentina

No 3º dia a bordo fizemos a primeira parada do roteiro em Punta del Este, Uruguai. Descemos na cidade com chuva, que foi e voltou algumas vezes no dia, mas que não atrapalhou em nada a nossa turistada. Com o mapa na mão, percorremos a pé todos os pontos turísticos de Punta (todos meesmo!), só parando pra almoçar papas fritas com cerveja uruguaia Patrícia num café e traçar um crepe maravilhoso numa creperia também maravilhosa no fim da tarde.

No 4º e no 5º dia foi a vez de Buenos Aires. Sempre quis conhecer! Também batemos muita perna pela capital argentina, fazendo quase tudo a pé. Nos dois dias em que o navio ficou atracado no porto conhecemos toda a área central da cidade, a Calle Florida, o estádio do Boca, o Caminito e o bairro da Recoleta, com um pit stop mais que especial à noite no Puerto Madero pra jantar. Super romantic!

A última parada foi no 6º dia de viagem em Montevidéo, capital do Uruguai. Por lá o clima não ajudou e o tempo que tivemos pra conhecer a cidade foi muy apertado (só uma manhã). Com o céu desabando em chuva, o jeito foi entrar num ônibus de city tour e ver a cidade de longe. Snif! A primeira impressão foi a de um lugar limpo, organizado e bem cuidado, com o plus de ter a beleza dos prédios antigos dando charme à cidade. Ficou o gostinho de uma próxima viagem!

Pra quem se interessou em saber mais sobre cruzeiros, logo vou trazer um post contando como tudo funciona. Já adianto que o custo benefício compensa muito! E em breve também vai ter posts exclusivos sobre cada um destes destinos novos que conheci. Até mais!

Conheça Amman, a capital da Jordânia

Amã Jordânia

Amman (ou Amã), capital da Jordânia, é uma cidade geralmente considerada pouco interessante para o turismo. Basta ler os conselhos dos guias de viagem para evitá-la, não porque seja perigosa ou apresente algum problema concreto, mas por ter pouco a oferecer ao viajante. Opiniões… Aqui, as impressões são outras.

É na capital jordana que está o núcleo histórico do país, com vestígios que remontam à era romana. Apesar dos mais de quatro milhões de habitantes vivendo aglomerados em subúrbios e da aparência nada jovem, a cidade tem sim as suas riquezas e pode ser um destino muito agradável de ser explorado.

Amã Jordânia

Os encantos de Amman

Amman tem tudo para proporcionar dias de boas descobertas. É uma cidade que se deve explorar aos poucos, sem pressa. Apesar de possuir grandes atrações, como a Mesquita do domo azul turquesa ou o Museu Arqueológico, são os pequenos detalhes que contam: o mercado de rua que se encontra ao virar a esquina, a barraquinha de venda de sucos e batidas de frutas, a cafeteria com varanda para o burburinho da avenida e, sobretudo, as pessoas.

Amã Jordânia

Amã Jordânia

O povo de Amman é carinhoso, amigo e faz questão de agradar o estrangeiro e demonstrar a tradição milenar da hospitalidade jordana. É uma sociedade onde o visitante é considerado membro da família tamanha a atenção que dão ao viajante! Com esta boa recepção, fica ainda mais agradável explorar os recantos da cidade e usufruir da sua vista de mais de mil metros de altitude.

Um bom horário para perambular pela cidade é durante a chamada diária de oração islâmica, quando os minaretes (torres das mesquistas) espalhados pela cidade soltam um som mágico que enche o ar de espiritualidade convocando os islâmicos a rezar. Outro passeio que vale a pena fazer com calma é a visita às ruínas romanas, com destaque especial para o imenso Anfiteatro Romano, onde os locais vão para trocar um dedo de prosa ou namorar.

Amã Jordânia

E se der vontade de sair um pouco deste banho de Oriente Médio e respirar um ar mais ocidental, é só procurar a Rainbow Street, uma rua com cafés ao estilo europeu, livrarias com obras em inglês e pequenas galerias de exposições. É um centro vibrante de cultura, arte e pensamento.

Cuidado com os táxis

Usar táxi em Amman é quase sempre um problema. Apesar do valor baixo, é certo que o turista não vai escapar de pagar um preço diversas vezes mais alto do que pagaria um local. Por isso, acerte o valor antes de entrar no carro. É bem provável que tenha que usar este meio de transporte entre o aeroporto e o centro da cidade e quando fizer passeios de dia inteiro – para te levar até as estações de aluguel de carro.

Fora da cidade

Para conhecer os arredores de Amman há a opção de usar transporte público ou de alugar um carro – uma vez fora da periferia e do tumulto da cidade grande, as estradas são excelentes e o trânsito reduzido.

Em um dos dias pode-se fazer um bate-volta para Ajloun e Jerash. Comece o dia cedo porque há muito o que ver! Ajloun é uma cidade genuína com um belo castelo do século XII onde poderá passar parte da manhã antes de seguir de carro para Jerash. Já no segundo destino, você estará perante uma cidade romana de dimensões consideráveis onde poderá se perder até o pôr-do-sol. Só tenha cuidado para não perder o último carro de volta para Amman!

Outra opção para sair da cidade grande é passar um dia em Salt, uma cidadezinha que se chega facilmente de carro e que oferece um roteiro incrível. O turismo lá é muito bem organizado: existem percursos pedestres que conduzem o visitante através dos pontos mais significativos da cidade. Quando chegar procure o posto turístico para pegar informações sobre os principais destaques.

Como chegar e melhor época para viajar

Para encontrar os melhores voos para a Jordânia poderá consultar a Rumbo. Considere que poderá combinar uma viagem à Jordânia com uma visita à Israel. A fronteira entre ambos os países é muito simples de cruzar.

A melhor época para visitar é após o verão, quando o calor mais intenso já passou e os dias ainda são bem ensolarados e com céu azulão.

texto e fotos | Ricardo Ribeiro

Vai pra Lisboa? Use e abuse dos cartões de desconto

Quem visita Lisboa, a capital de Portugal, tem a opção de adquirir dois cartões que são uma mão na roda pra curtir a cidade: o Lisboa Card e o Lisboa Eat & Shop. Criados pela Associação de Turismo da cidade, eles dão acesso livre ou descontos em atrações turísticas, transporte, comes e compras. Bacana, né?

Lisboa Card

O Lisboa Card dá acesso livre aos transportes públicos (ônibus, metrô, bondes, elevadores e comboios com ligação a Sintra e Cascais); entrada gratuita em 25 museus, monumentos e outras atrações turísticas; e descontos de 5 a 50% em outros pontos e serviços de interesse turístico ou cultural da cidade. Exemplos do que é free? A Torre de Belém, o Mosteiro dos Jerônimos e o Museu Nacional dos Coches. Neste link aqui dá pra consultar todas as atrações e o desconto que o cartão dá a cada uma delas.

Quanto custa?

Adultos
24h – 18,50 euros
48h – 31,50 euros
72h – 39,00 euros

Crianças (4 a 15 anos)
24h – 11,50 euros
48h – 17,50 euros
72h – 20,50 euros

Lisboa Eat Shop

Já o Lisboa Eat & Shop dá ao usuário 72 horas de descontos em mais de 100 lojas (de artesanato, antiguidades, artigos de viagem, moda e calçados) e em mais de 30 restaurantes, incluindo as tradicionais casas de Fado, que unem a gastronomia local com apresentações ao vivo deste gênero musical que é a cara de Portugal. Aqui você encontra a lista com todos os estabelecimentos e descontos.

Quanto custa?

72h – 6,00 euros
… ou 3,00 euros quando comprado com o Lisboa Card :)

Onde comprar?

Ambos os cartões podem ser comprados pelo site www.askmelisboa.com ou nos postos de informação turística da cidade. Só não economiza quem não quer!

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