Conheça Amman, a capital da Jordânia

Amã Jordânia

Amman (ou Amã), capital da Jordânia, é uma cidade geralmente considerada pouco interessante para o turismo. Basta ler os conselhos dos guias de viagem para evitá-la, não porque seja perigosa ou apresente algum problema concreto, mas por ter pouco a oferecer ao viajante. Opiniões… Aqui, as impressões são outras.

É na capital jordana que está o núcleo histórico do país, com vestígios que remontam à era romana. Apesar dos mais de quatro milhões de habitantes vivendo aglomerados em subúrbios e da aparência nada jovem, a cidade tem sim as suas riquezas e pode ser um destino muito agradável de ser explorado.

Amã Jordânia

Os encantos de Amman

Amman tem tudo para proporcionar dias de boas descobertas. É uma cidade que se deve explorar aos poucos, sem pressa. Apesar de possuir grandes atrações, como a Mesquita do domo azul turquesa ou o Museu Arqueológico, são os pequenos detalhes que contam: o mercado de rua que se encontra ao virar a esquina, a barraquinha de venda de sucos e batidas de frutas, a cafeteria com varanda para o burburinho da avenida e, sobretudo, as pessoas.

Amã Jordânia

Amã Jordânia

O povo de Amman é carinhoso, amigo e faz questão de agradar o estrangeiro e demonstrar a tradição milenar da hospitalidade jordana. É uma sociedade onde o visitante é considerado membro da família tamanha a atenção que dão ao viajante! Com esta boa recepção, fica ainda mais agradável explorar os recantos da cidade e usufruir da sua vista de mais de mil metros de altitude.

Um bom horário para perambular pela cidade é durante a chamada diária de oração islâmica, quando os minaretes (torres das mesquistas) espalhados pela cidade soltam um som mágico que enche o ar de espiritualidade convocando os islâmicos a rezar. Outro passeio que vale a pena fazer com calma é a visita às ruínas romanas, com destaque especial para o imenso Anfiteatro Romano, onde os locais vão para trocar um dedo de prosa ou namorar.

Amã Jordânia

E se der vontade de sair um pouco deste banho de Oriente Médio e respirar um ar mais ocidental, é só procurar a Rainbow Street, uma rua com cafés ao estilo europeu, livrarias com obras em inglês e pequenas galerias de exposições. É um centro vibrante de cultura, arte e pensamento.

Cuidado com os táxis

Usar táxi em Amman é quase sempre um problema. Apesar do valor baixo, é certo que o turista não vai escapar de pagar um preço diversas vezes mais alto do que pagaria um local. Por isso, acerte o valor antes de entrar no carro. É bem provável que tenha que usar este meio de transporte entre o aeroporto e o centro da cidade e quando fizer passeios de dia inteiro – para te levar até as estações de aluguel de carro.

Fora da cidade

Para conhecer os arredores de Amman há a opção de usar transporte público ou de alugar um carro – uma vez fora da periferia e do tumulto da cidade grande, as estradas são excelentes e o trânsito reduzido.

Em um dos dias pode-se fazer um bate-volta para Ajloun e Jerash. Comece o dia cedo porque há muito o que ver! Ajloun é uma cidade genuína com um belo castelo do século XII onde poderá passar parte da manhã antes de seguir de carro para Jerash. Já no segundo destino, você estará perante uma cidade romana de dimensões consideráveis onde poderá se perder até o pôr-do-sol. Só tenha cuidado para não perder o último carro de volta para Amman!

Outra opção para sair da cidade grande é passar um dia em Salt, uma cidadezinha que se chega facilmente de carro e que oferece um roteiro incrível. O turismo lá é muito bem organizado: existem percursos pedestres que conduzem o visitante através dos pontos mais significativos da cidade. Quando chegar procure o posto turístico para pegar informações sobre os principais destaques.

Como chegar e melhor época para viajar

Para encontrar os melhores voos para a Jordânia poderá consultar a Rumbo. Considere que poderá combinar uma viagem à Jordânia com uma visita à Israel. A fronteira entre ambos os países é muito simples de cruzar.

A melhor época para visitar é após o verão, quando o calor mais intenso já passou e os dias ainda são bem ensolarados e com céu azulão.

texto e fotos | Ricardo Ribeiro

Quando ver cerejeiras floridas no Japão? ✿

Cerejeiras JapãoFotos da Internet

As cerejeiras do Japão são um must-see de muita gente, mas pra conseguir presenciar as árvores recheadas de flores assim é preciso programação.

É que as cerejeiras florescem apenas uma vez por ano no país e por pouquíssimos dias! O período do desabrochar das flores até o momento em que todas caem no chão dura só 15 dias, sendo que o auge mesmo da árvore florida acontece dentro de uma semana. A época do ano em que o show acontece é entre o fim de março e o começo de maio e o fenômeno marca o início da primavera no país.

E nesta data da publicação do post o Japão está floriiido! ✿✿✿ As flores desabrocharam ontem, dia 23 de março, três dias antes do esperado pra este ano de 2015. Com isso, os japoneses estão nas ruas praticando a arte da contemplação, o chamado ‘hanami’! A tradição já acontece há milênios, mas hoje em dia o momento tem ainda mais cara de celebração com os locais e turistas fazendo piqueniques debaixo do céu de flores.

Para os mais poéticos, o significado do ‘hanami’ é o simbolismo da flor com a brevidade da vida, já que o florescer da cerejeira é efêmero, ou seja, passa rápido. Já para os festeiros, o momento é de confraternização, comes e bebes. O provérbio japonês “bolinhos ao invés de flores” vem daí…

Por que chiclete é proibido em Cingapura?

Chiclete proibido Cingapura

Acredite se quiser, mas em Cingapura não existe chiclete normal pra vender. Só chiclete pra fins dentários e chiclete de nicotina pra quem quer parar de fumar. Eles só são vendidos em farmácias e pra comprar é preciso dar o nome e mostrar um documento de identificação. Tenso, né? Hoje em dia é assim, mas a situação já foi pior…

Durante 12 anos (de 1992 a 2004) mascar chiclete foi proibido em Cingapura sob pena de multa de US$ 500 a US$ 1000. Aliás: mascar, comprar, vender, fabricar e importar. O governo proibiu o produto porque as pessoas não estavam fazendo o descarte correto do chiclete, ou seja, jogando o lixo no lixo. O custo que o governo tinha pra manter as ruas limpas e consertar os equipamentos de limpeza era muito alto.

A situação ficou ainda mais séria quando o metrô, principal transporte público do país, passou a não funcionar propriamente por causa dos malditos chicletes grudados nas portas dos vagões. Com tantos danos causados ao patrimônio público, o governo então decidiu em 1992 banir o chiclete no país. Em 2004, a lei foi revista e os chicletes pra benefícios da saúde foram então liberados.

Eu morei em Cingapura nos anos de 1999 e 2000 e peguei essa lei em vigor. Imagina uma adolescente sem chiclete?! Terrível. Confesso que em viagens a países vizinhos trazia alguns na meia =X… Confissões à parte, é fácil concordar que a decisão tomada pelo país acompanha o seu status de super desenvolvido. Sabe aquelas bolotas de chiclete derretido que vemos nas ruas? Em Cingapura não tem. E as “surpresinhas” debaixo das mesas? Também não.

Tá aí mais um tapinha de Cingapura na cara da sociedade mostrando que todo esforço tem a sua recompensa.

Templo hindu em Cingapura? Visite o Sri Mariamman Temple

Sri Mariamman Temple

Esse é o Sri Mariamman Temple, o templo hindu mais antigo de Cingapura (existe desde 1827). Ele não fica no bairro indiano como alguns pensam, mas no bairro chinês, o Chinatown. A torre da fachada, cheia de esculturas de deuses mitológicos coloridos, se destaca fácil entre os prédios mais, digamos, tradicionais da vizinhança.

Assim como em todo templo hindu, os calçados ficam na entrada. Lá dentro, imagens de deuses com vários braços, cabeças e olhos arregalados estão no teto, nos altares, nos corredores, na imaginação kkk… Se é assustador? Seria se não fosse tão interessante! Não digo que o lugar me transmitiu paz (inclusive tive taquicardia na primeira vez que entrei lá!), mas transitar por um lugar cheio de misticismo é pra mim demais de instigante.

Sri Mariamman Temple

O templo é um dos mais importantes locais de culto e adoração pros hindus que moram em Cinga e, por isso, sempre tem movimento. O Festival Theemithi, aquele em que os devotos caminham sobre as brasas, acontece lá dentro entre os meses de outubro e novembro. Turistas por lá nessa época do ano: atenção pra não perder, hein?!

Sri Mariamman Temple

Como chegar?
De metrô: Estação Chinatown
De táxi: 244 South Bridge Road (ou só falar ‘o templo hindu do Chinatown’)

Horário de funcionamento?
Diariamente das 7h às 12h e 18h às 21h

Entrada?
Gratuita

Vale lembrar…
Tirar os calçados, manter o silêncio e não atrapalhar os rituais não é pedir demais, né?!

Coisas que você não sabia sobre Cingapura

Oi pessoal! Estive fora do ar por uns dias, mas foi por um bom motivo: estou trabalhando em dois projetos super bacanas que envolvem o blog e, apesar de estar muerta e com saudades de postar, estou amando as novidades que vêm por aí ♡. Logo logo elas vão pro ar e eu vou poder compartilhar tudinho com vocês e parar de sofrer de ansiedade kkk!

Retomando os trabalhos, hoje preparei mais um post sobre Cingapura. Nada nem ninguém tira o amor que tenho por Cinga, mas como blogueira de viagens que se preze eu não posso deixar de revelar algumas verdades do país goste você ou não:

Coisas que você não sabia sobre Cingapura

1. Ok lah! Cannot lah! Very funny lah! Achou irritante?! Se você for pra Cingapura pode se acostumar com a ideia porque vai ouvir muito lah na cabeça. Colocar a expressão “lah” no final das frases é muito comum entre os cingapurianos (entre os cingapurianos – você não precisa sair falando lah pra se inturmar, ok?). A palavra não tem tradução e nenhum significado ao pé da letra, é só uma interjeição característica dos locais pra enfatizar algo que estão falando.

2. Não existe chiclete normal pra vender em Cingapura. Como assim?! Só chiclete para fins dentários e chiclete de nicotina pra quem quer parar de fumar. Eles só são vendidos em farmácias e pra comprar é preciso dar o nome e mostrar um documento de identificação. Tenso! E olha que a situação já foi pior, hein. Eu explico:

Durante 12 anos (de 1992 a 2004) mascar chiclete foi proibido em Cingapura sob pena de multa de U$ 500 a U$ 1000. Aliás: mascar, comprar, vender, fabricar e importar. (Eu peguei essa lei seca do chicletão nos dois anos que morei lá e sei bem o que foi isso. Uma adolescente sem chiclete, pensa no drama?!). O governo proibiu o produto porque as pessoas não estavam fazendo o descarte correto do chiclete, ou seja, jogando o lixo no lixo (hello Brasil??). O custo que o governo tinha pra manter as ruas limpas e consertar os equipamentos de limpeza eram muito altos. A situação ficou ainda mais séria quando o metrô, principal transporte público do país, passou a não funcionar propriamente por causa dos malditos chicletes grudados nas portas dos vagões. Com tantos danos causados ao patrimônio público, o governo então decidiu em 1992 banir o chiclete no país. E bem que fez! Pensa numa calçada sem nenhuma bolota de chiclete derretida no chão? Uma carteira de escola limpinha? Coisa linda. Em 2004, a lei foi revista e os chicletes para benefícios da saúde foram então liberados.

Abre parênsetes: Esta é só uma das várias medidas radicias que fizeram de Cinga um país exemplo em organização, limpeza e cumprimento de normas. De tantas leis que possui, Cingapura é conhecida como cidade das multas. Pra ter uma ideia, existe multa até pra quem cospe no chão e arranca flor de jardim público. Pega essa!! Outro dia faço um especial só sobre isso…

3. Cingapura tem uma fruta que, de tão fedida, é proibida em ambientes públicos – e se você for pego carregando uma, paga multa, claro. É a durian, conhecida como a fruta com sabor do céu e cheiro do inferno. (Eu coloquei a minha língua na reta pra saber se o sabor era mesmo de céu e não achei nada celetial não…). Só é encontrada no sudeste asiático e se parece com jaca na aparência: é verde, grande e tem uma casca dura e espinhenta. Por dentro, é amarelada e mole. Nhãm?? Kkk #not. Exótica!

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