Um passeio pelas ruas de Queenstown

Disputadíssima por brasileiros em busca de um destino para fazer intercâmbio, Queenstown é uma das cidades mais visitadas de toda Nova Zelândia. Ela fica na Ilha Sul do país e seu combinado de atrativos jovens é o motivo que leva tantos brazucas irem parar lá: esportes radicais, vida noturna agitada e infra-estrutura de “cidade grande”.

Cidade grande entre aspas porque Queenstown é bem pequena. O trânsito é tranquilo – quase não se vê semáforos, muitas ruas são exclusivas para pedestres e o cenário ao pé da montanha valoriza o clima de sossego no ar.

Queenstown NZ

O lago Wakatipu que banha a cidade é o mais longo da Nova Zelândia com 84 km de comprimento. Formado por um processo glacial, a água é cristalina!

Queenstown NZ

O pier é uma área super agradável pra passear, com barzinhos e cafés margeando o contorno do lago. Dar uma pausa na pernada pra tomar um cappuccino ou uma taça de vinho de frente pros Alpes é uma decisão inteligente!

Queenstown NZ

Vale a pena pegar carona nesse bondinho e ver Queenstown lá do alto! A parada no topo do morro tem restaurante, lojinha de souvenir e um anfiteatro que exibe shows de música e dança Maori – o Haka. Essa última atração é uma super oportunidade pra conhecer mais sobre a cultura dos aborígenes locais. Atenção: tem que reservar! Eu fui e adorei… Outro dia conto mais.

Queenstown NZ

Nessa foto a cidade parece pulsar bem mais! Seu grande atrativo, os esportes de aventura, contrastam com o ritmo mais despreocupado de quem vai pra lá só pra relaxar. Escolha entre saltar de um avião, de uma ponte, fazer rafting, trilhas a pé ou de bike, esquiar, andar de 4×4 ou todas as alternativas anteriores. Foi lá que eu saltei de bungee jump! Eu contei como foi neste post aqui.

Queenstown NZ

Depois de um saltinho de paraquedas aqui, umas comprinhas alí, é hora de explorar o extenso menu da cidade. Mais de 150 restaurantes, de finos a take aways, vão recarregar as suas energias pra mais um dia em Queenstown. O Pier 19 é parada obrigatória!

Queenstown NZ

Se você ficou com gostinho de quero mais, entra no site oficial de Queenstown e conheça tudo mais de bom que essa perolazinha da Nova Zelândia oferece! Se resolver viajar pra lá, lembra de mim hein?! Fico feliz com um melzinho neo-zelandês kkk.

Veja também Um passeio pelas ruas de Berlim

Sobre estes anúncios

Como é viajar de ônibus pela Austrália e Nova Zelândia?

Recentemente tenho recebido esta pergunta de leitores com frequência, por isso resolvi dedicar um post exclusivo para contar como é viajar de ônibus no sistema “hop-on/hop-off” pela Austrália e Nova Zelândia e tentar ajudar a esclarecer as dúvidas de quem tem interesse em contratar este serviço.

Em primeiro lugar, “hop-on/hop-off” é um termo em inglês que numa tradução chula significa “pular no/pular para fora”. É a ação de subir e descer, no caso, do ônibus. No turismo, a expressão é usada para definir uma modalidade de transporte onde o viajante ou turista compra um bilhete para percorrer do ponto A ao ponto B, mas pode descer nas paradas do caminho quando quiser e continuar a rota com o próximo ônibus da companhia que vier.

É uma mistura de city tour, ônibus de linha e em alguns casos ônibus de viagem. Ao mesmo tempo em que mostra o destino, é um meio de locomoção. A grande vantagem desse sistema é ter a liberdade de fazer o percurso no seu tempo, seja o trajeto entre pontos turísticos de uma só cidade ou viajando de um canto ao outro de um país. Dependendo da distância do roteiro comprado, a validade do bilhete pode variar de um dia, uma semana, meses a até um ano.

É nesse esquema de bilhete válido por um bucado de tempo que nosso assunto começa. Eu viajei pela Austrália e Nova Zelândia assim: comprei um bilhete que fazia determinada rota no país e fui viajando conforme o tempo que eu tinha. Parava em cidades que me interessavam, ficava dois ou três dias, ou passava reto pelas que tinha decidido pular. O único trabalho que eu tinha era entrar no site da companhia, reservar o meu lugar no ônibus para o dia e horário que eu quisesse embarcar e estar no ponto de encontro no horário combinado.

Pra mim esta foi a melhor escolha para visitar estes países por três motivos:

Primeiro porque eu estava viajando sozinha, então esta foi uma maneira de me socializar – teve gente que eu conhecia no início da viagem e que acabava reencontrando lá na frente depois de semanas, assim como teve gente que fez o roteiro igualzinho ao meu e com quem fiz amizade que dura até hoje;

Segundo porque os motoristas dos ônibus eram praticamente guias de turismo: iam dirigindo e explicando sobre os lugares onde passávamos e faziam a reserva das acomodações e atrações pelo caminho, o que era uma mãozona e tanto;

e Terceiro porque a estrada se tornava um passeio em si, com paradas estratégicas pra ver o mar, pra desbravar trilhas que levavam a cachoeiras, pra comer aquela tortinha de crocodilo na beira da estrada… Hm! Bom demaix.

Na Austrália, viajei com a empresa Oz Experience e comprei o bilhete Sydney – Cairns. Fiz este trajeto em um mês, mas a passagem tinha validade para meio ano. Aqui você vê todas as opções de roteiro pelo país disponíveis por esta companhia.

Viajar de ônibus hop-on/hop-off Austrália

Na Nova Zelândia, viajei com a Stray Travel pelas ilhas Norte e Sul durante 18 dias. Neste link aqui dá para conhecer todas as opções de rotas pelo país feitas pela Stray. A que fiz foi a Short Dave.

Viajar de ônibus hop-on/hop-off Nova Zelândia

Vale lembrar que este estilo de viagem é bem direcionado para jovens principalmente com espírito mochileiro, então eu não recomendaria para famílias viajando com crianças ou com pessoas da melhor idade.

Pra você que se encaixa no perfil, está aí uma lista das principais empresas de ônibus hop-on/hop-off da Austrália e Nova Zelândia:

Austrália
Adventure Tours Australia
Autopia Tours
Groovy Grape Tours
Oz Experience
Wildlife Tours
*Greyhound Australia – Esta companhia dá a opção de viagem hop-on/hop-off sem ser voltada exclusivamente para jovens.

Nova Zelândia
Haka Tours
Kiwi Experience – Mesma empresa da Oz Experience.
Stray Travel
*InterCity – Esta também é uma companhia que atende a outros públicos além do jovem.

Pessoal, espero ter ajudado aqueles que queriam conhecer mais sobre este serviço. Quem quiser perguntar alguma outra coisa, manda ver aí nos comentários que eu vou buscar responder. Até a próxima buddies!

Caminhada sobre a Geleira de Franz Josef, Nova Zelândia

Geleira de Franz Josef

A caminhada sobre a Geleira de Franz Josef foi uma das coisas mais incríveis que fiz na Nova Zelândia! Só não digo que foi ‘a’ mais incrível pra não ser injusta com o salto de bungee jump e a Travessia Tongariro, que também foram sensacionais. Essa Geleira, junto com a Geleira vizinha chamada Fox, é uma das mais acessíveis do mundo para explorar e está entre as atividades mais populares da Ilha Sul da Nova Zelândia.

Num português bem claro, a Geleira de Franz Josef é um rio de gelo (não de neve) que fica entre um conjunto de montanhas bem mais altas chamadas Alpes do Sul e uma floresta perto da costa. A neve que cai nestes Alpes é empurrada vale a baixo até se compactar em gelo e assim, de camada em camada, formar a Geleira.

Era janeiro de 2009 quando estive por lá. Lembro de ouvir do guia a informação de que a Geleira crescia metros por ano e lembro de ter achado isso o máximo! Pesquisando dados recentes hoje pra colocar aqui no post, encontrei uma notícia de 2012 de um jornal neozelandês dizendo que, na verdade, a Geleira se manteve em ininterrupto crescimento de 1983 até 2008, mas que de 2008 em diante ela começou a recuar, criando inclusive um buraco no meio do gelo. Esse buraco fez com que a trilha, que começava a pé na base da montanha, tivesse que ser adaptada. A partir de 2012, então, um helicóptero passou a levar os turistas montanha acima para fazer a exploração.

A novidade foi boa para os turistas, que ganharam um upgrade no passeio, mas foi mais um baque pro mundo, já que alertou pro atual problema climático global. A esperança é que os registros históricos da Geleira de Franz Josef indicam recuos e avanços do gelo ao longo das décadas. Quem sabe esse vai e vem se repita e ela volte a crescer?! Vamos torcer.

Quem leva?
A empresa Franz Josef Glacier Guides faz o combo helicóptero + caminhada e outros tipos de tour também, como a escalada no gelo (com picareta e tudo mais!) e uma trilha pela floresta que fica no pé da montanha.

Como chegar lá?
A Geleira fica na costa oeste da Ilha Sul do país a poucos quilômetros da estruturada cidadezinha também chamada de Franz Josef. Veja aqui opções de hospedagem e leia comentários dos hóspedes aqui.

Geleira ao vivo
Neste link você consegue ver como está o clima na Geleira ao vivo através de webcams instaladas no local. Espia só!

Vocabulário australiano: o que é preciso saber antes de chegar lá

Vocabulário australiano

A Austrália é um país de língua inglesa, mas isso não necessariamente significa que você vai entender tudo o que os conterrâneos  disserem mesmo sendo um fluent english speaker. Além do sotaque deles já ser cheio de malemolência, como é o sotaque do carioca aqui no Brasil ou do texano nos EUA, os australianos têm uma coleção de gírias e expressões próprias que é legal conhecer antes de viajar pra lá. Aprende aí pra não fazer cara de ‘ué':

Aussie (pronuncia-se óssi): É a maneira como eles mesmos se chamam. Significa australiano.

Down under: É como eles apelidaram a Austrália, se referindo à localização geográfica dela no mapa: no hemisfério sul bem abaixo da maioria dos outros países do globo.

Good day: Todo mundo um dia aprendeu que bom dia em inglês é good morning, certo? Na Austrália o usado é Good day ou G’day na forma mais abreviada.

Fair enough: Significa justo. É usado para concordar com algo que alguém disse. Como numa conversa: “Não vou sair hoje porque estou cansado”. A resposta: “Fair enough”.

Mate: Significa parceiro, camarada, amigão… Não é um termo exclusivo da Austrália, mas lá é mais usado do que qualquer outra coisa! What´s up mate? G’ day mate!

No worries: Provavelmente a frase mais falada no país. Significa relaxa, sem problemas.

Sheila e Bloke: Não me pergunte por quê, mas é assim que eles chamam mulher e homem. É comum encontrar placas com estes nomes indicando banheiros feminino e masculino, como estes aí da foto que encontrei no meião do Outback… Vai entender!

Vocabulário australiano

Captou mate?! Agora você não fica perdido quando chegar em down under. Se quiser conhecer outras expressões dos aussies clica aqui ou aqui.

Mergulho com golfinhos selvagens na Nova Zelândia

Mergulho Golfinhos Nova Zelândia

Que loucura, né?! Eu também achei quando soube dessa possibilidade. Nadar com golfinhos em mar aberto realmente nunca esteve nem nos meus planos mais ambiciosos. Pois bem, em Kaikoura, cidadezinha da ilha sul da Nova Zelândia, esse encontro é possível.

Empresas como a Encounter Kaikoura levam os turistas pro alto mar em busca de um (bando? cardume? não, não existe coletivo para golfinhos)… em busca de uma multidão deles e ancoram seus barcos assim que avistam uma. São centeeenas de golfinhos juntos! Chega a dar um medão medinho de pular na água.

A adrenalina bate mesmo quando eles vêm na nossa direção! Como eles são selvagens, ou seja, não domesticados, a interação é um pouquinho “bruta” demais kkk! Pode rolar um empurrãozinho de pele emborrachada sem querer, mas nada que chegue perto de machucar.

Eu tentei registrar o momento debaixo d´água com uma máquina aquática descartável, mas nenhuma foto prestou. A minha dica é que você ouça a dica do instrutor do barco e não tente tirar fotos do mergulho porque não vai ter sucesso kkk. O melhor a fazer é curtir o momento e guardar as imagens só na lembrança!

Momento biologia: Os golfinhos que habitam a costa de Kaikoura são chamados golfinhos-do-crepúsculo ou golfinhos-cinzento. Eles têm o bico bem curtinho e a barriga clara e são daqueles que curtem um salto ornamental. Viu a foto do fofito ali em cima? Uma graça, né?!

Quando fazer o passeio? Ao longo de todo o ano os golfinhos podem ser avistados por lá, mas no verão, por motivos óbvios, entrar na água fria da Nova Zelândia é bem mais agradável.

Quanto custa? NZ$ 170 (cerca de R$ 300) pra nadar ou NZ$ 90 (R$ 160) pra assistir. $im, caro!!

Bônus! Se tiver sorte, pode ser que você veja outros animais marinhos durante o passeio! Orcas (baleias assassinas) e focas fofas estão nessa lista.

Só pra encerrar… Já postei aqui sobre mergulho com golfinhos em Cancun. Se você achou este da Nova Zelândia wild demais, vai morrer de amores por esta outra modalidade!

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