Barrytown e a procura por pedras de jade na praia

Barrytown é uma cidadezinha minúscula que fica na costa oeste da Ilha Sul da Nova Zelândia. Silêncio, ovelhas pastando e uma população de 225 pessoas (pelo censo de 2006) formam o cenário. A cidade fez parte do meu roteiro no país em 2009 e a sensação de ter estado num lugar tão escondido no mundo me faz lembrar dela até hoje com muito carinho!

Barrytown NZ

Barrytown NZ

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Cheguei até lá com a Stray Travel, companhia de ônibus que faz viagens no estilo hop-on/hop-off (expliquei como isso funciona no post Como é viajar de ônibus pela Austrália e Nova Zelândia). Fiquei hospedada no All Nations Hotel, um albergue integrado a um pub construído para mineiros lá atrás nos anos 1800. Sensacional, né? O pub é uma das poucas atrações de Barrytown. Não tenho fotos, mas tenho a memória de ter me divertido bastante!

Barrytown NZ

Além de tomar cerveja, o turista que chega lá tem a oportunidade mais que especial de esculpir o seu próprio pingente da cultura Maori, um artesanato cheio de significado para os indígenas da Nova Zelândia e um dos ícones do país. Eu fiz o meu e contei a experiência no post Os pingentes de osso da cultura Maori.

Uma outra opção é esculpir o pingente em jade, aquela pedra preciosa de cor verde. E quer saber como a sua obra de arte pode ser ainda mais especial? Se a pedra for achada por você mesmo na beira da praia de Barrytown. Isso mesmo! Essa é uma atividade “turística” por lá. Ao invés de conchinhas, o passatempo é catar pedras de jade. Se eu encontrei alguma? Não, mas a lembrança que ficou foi também preciosa.

Barrytown NZ

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Um passeio pelas ruas de Queenstown

Disputadíssima por brasileiros em busca de um destino para fazer intercâmbio, Queenstown é uma das cidades mais visitadas de toda Nova Zelândia. Ela fica na Ilha Sul do país e seu combinado de atrativos jovens é o motivo que leva tantos brazucas irem parar lá: esportes radicais, vida noturna agitada e infra-estrutura de “cidade grande”.

Cidade grande entre aspas porque Queenstown é bem pequena. O trânsito é tranquilo – quase não se vê semáforos, muitas ruas são exclusivas para pedestres e o cenário ao pé da montanha valoriza o clima de sossego no ar.

Queenstown NZ

O lago Wakatipu que banha a cidade é o mais longo da Nova Zelândia com 84 km de comprimento. Formado por um processo glacial, a água é cristalina!

Queenstown NZ

O pier é uma área super agradável pra passear, com barzinhos e cafés margeando o contorno do lago. Dar uma pausa na pernada pra tomar um cappuccino ou uma taça de vinho de frente pros Alpes é uma decisão inteligente!

Queenstown NZ

Vale a pena pegar carona nesse bondinho e ver Queenstown lá do alto! A parada no topo do morro tem restaurante, lojinha de souvenir e um anfiteatro que exibe shows de música e dança Maori – o Haka. Essa última atração é uma super oportunidade pra conhecer mais sobre a cultura dos aborígenes locais. Atenção: tem que reservar! Eu fui e adorei… Outro dia conto mais.

Queenstown NZ

Nessa foto a cidade parece pulsar bem mais! Seu grande atrativo, os esportes de aventura, contrastam com o ritmo mais despreocupado de quem vai pra lá só pra relaxar. Escolha entre saltar de um avião, de uma ponte, fazer rafting, trilhas a pé ou de bike, esquiar, andar de 4×4 ou todas as alternativas anteriores. Foi lá que eu saltei de bungee jump! Eu contei como foi neste post aqui.

Queenstown NZ

Depois de um saltinho de paraquedas aqui, umas comprinhas alí, é hora de explorar o extenso menu da cidade. Mais de 150 restaurantes, de finos a take aways, vão recarregar as suas energias pra mais um dia em Queenstown. O Pier 19 é parada obrigatória!

Queenstown NZ

Se você ficou com gostinho de quero mais, entra no site oficial de Queenstown e conheça tudo mais de bom que essa perolazinha da Nova Zelândia oferece! Se resolver viajar pra lá, lembra de mim hein?! Fico feliz com um melzinho neo-zelandês kkk.

Veja também Um passeio pelas ruas de Berlim

Como é viajar de ônibus pela Austrália e Nova Zelândia?

Recentemente tenho recebido esta pergunta de leitores com frequência, por isso resolvi dedicar um post exclusivo para contar como é viajar de ônibus no sistema “hop-on/hop-off” pela Austrália e Nova Zelândia e tentar ajudar a esclarecer as dúvidas de quem tem interesse em contratar este serviço.

Em primeiro lugar, “hop-on/hop-off” é um termo em inglês que numa tradução chula significa “pular no/pular para fora”. É a ação de subir e descer, no caso, do ônibus. No turismo, a expressão é usada para definir uma modalidade de transporte onde o viajante ou turista compra um bilhete para percorrer do ponto A ao ponto B, mas pode descer nas paradas do caminho quando quiser e continuar a rota com o próximo ônibus da companhia que vier.

É uma mistura de city tour, ônibus de linha e em alguns casos ônibus de viagem. Ao mesmo tempo em que mostra o destino, é um meio de locomoção. A grande vantagem desse sistema é ter a liberdade de fazer o percurso no seu tempo, seja o trajeto entre pontos turísticos de uma só cidade ou viajando de um canto ao outro de um país. Dependendo da distância do roteiro comprado, a validade do bilhete pode variar de um dia, uma semana, meses a até um ano.

É nesse esquema de bilhete válido por um bucado de tempo que nosso assunto começa. Eu viajei pela Austrália e Nova Zelândia assim: comprei um bilhete que fazia determinada rota no país e fui viajando conforme o tempo que eu tinha. Parava em cidades que me interessavam, ficava dois ou três dias, ou passava reto pelas que tinha decidido pular. O único trabalho que eu tinha era entrar no site da companhia, reservar o meu lugar no ônibus para o dia e horário que eu quisesse embarcar e estar no ponto de encontro no horário combinado.

Pra mim esta foi a melhor escolha para visitar estes países por três motivos:

Primeiro porque eu estava viajando sozinha, então esta foi uma maneira de me socializar – teve gente que eu conhecia no início da viagem e que acabava reencontrando lá na frente depois de semanas, assim como teve gente que fez o roteiro igualzinho ao meu e com quem fiz amizade que dura até hoje;

Segundo porque os motoristas dos ônibus eram praticamente guias de turismo: iam dirigindo e explicando sobre os lugares onde passávamos e faziam a reserva das acomodações e atrações pelo caminho, o que era uma mãozona e tanto;

e Terceiro porque a estrada se tornava um passeio em si, com paradas estratégicas pra ver o mar, pra desbravar trilhas que levavam a cachoeiras, pra comer aquela tortinha de crocodilo na beira da estrada… Hm! Bom demaix.

Na Austrália, viajei com a empresa Oz Experience e comprei o bilhete Sydney – Cairns. Fiz este trajeto em um mês, mas a passagem tinha validade para meio ano. Aqui você vê todas as opções de roteiro pelo país disponíveis por esta companhia.

Viajar de ônibus hop-on/hop-off Austrália

Na Nova Zelândia, viajei com a Stray Travel pelas ilhas Norte e Sul durante 18 dias. Neste link aqui dá para conhecer todas as opções de rotas pelo país feitas pela Stray. A que fiz foi a Short Dave.

Viajar de ônibus hop-on/hop-off Nova Zelândia

Vale lembrar que este estilo de viagem é bem direcionado para jovens principalmente com espírito mochileiro, então eu não recomendaria para famílias viajando com crianças ou com pessoas da melhor idade.

Pra você que se encaixa no perfil, está aí uma lista das principais empresas de ônibus hop-on/hop-off da Austrália e Nova Zelândia:

Austrália
Adventure Tours Australia
Autopia Tours
Groovy Grape Tours
Oz Experience
Wildlife Tours
*Greyhound Australia – Esta companhia dá a opção de viagem hop-on/hop-off sem ser voltada exclusivamente para jovens.

Nova Zelândia
Haka Tours
Kiwi Experience – Mesma empresa da Oz Experience.
Stray Travel
*InterCity – Esta também é uma companhia que atende a outros públicos além do jovem.

Pessoal, espero ter ajudado aqueles que queriam conhecer mais sobre este serviço. Quem quiser perguntar alguma outra coisa, manda ver aí nos comentários que eu vou buscar responder. Até a próxima buddies!

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