Como planejar uma visita ao Museu do Louvre

Visita ao Museu do Louvre

O Museu do Louvre é um dos maiores e mais famosos museu do mundo. Lá ficam algumas das obras de arte mais emblemáticas do planeta, como a Mona Lisa, Vênus de Milo e Vitória de Samotrácia – esta última entrou em restauração em setembro de 2013 e deve voltar a ser exposta em março de 2015. Localizado na capital francesa, o Louvre é um must do de Paris e ai de quem for pra lá e não dedicar pelo menos 3 horinhas pra conhecê-lo.

Por ser imenso (tem mais de 60 mil m²), ter muito o que ver (possui cerca de 35 mil obras em exibição permanente de um acervo de 380 mil itens) e estar praticamente sempre cheio (em 2012 recebeu quase 10 milhões de visitantes), o mais indicado a fazer é planejar a visita antes de ir pra conseguir aproveitar bem o passeio. Com “planejar a visita” eu quero dizer ter uma noção da divisão das alas, dos departamentos e saber onde se encontram as principais obras ou aquelas que você mais tem vontade de ver. Assim, você garante que não vai passar batido pelos masterpieces.

Visita ao Museu do Louvre

Visita ao Museu do Louvre

Visita ao Museu do Louvre

Divisão do Museu

O Museu do Louvre tem 5 andares e é dividido em 3 alas: Denon, Sully e Richelieu. As obras estão divididas em 8 departamentos: Arte grega, romana e etrusca | Arte islâmica | Artes decorativas | Antiguidades do Oriente Próximo | Antiguidades egípcias | Esculturas | Gravuras e desenhos | Pinturas.

Nesse link aqui você entra num mapa interativo do museu e consegue visualizar quais departamentos estão em cada ala e em qual andar. Quando já estiver na página do mapa, clique em “Enter the museum” e navegue pelos andares.

 Obras mais visitadas

Mona Lisa – A mais famosa de todas as obras da história foi pintada por Leonardo Da Vinci entre 1503 e 1506. Tirar uma foto dela não é tarefa fácil, como você pode ver. No Museu, ela fica localizada no 4º piso no departamento Pinturas.

Visita ao Museu do Louvre

Vênus de Milo – A estátua grega da deusa do amor é outro ícone do Louvre. Acredita-se que ela foi esculpida no século 2 a.C. e seu autor é desconhecido. Sua localização no Museu é 3º piso (que é o andar da entrada principal do Louvre pela pirâmide) no departamento Arte grega, romana e etrusca.

Visita ao Museu do Louvre

Vitória de Samotrácia – A estátua que representa a deusa Nice mensageira da vitória também data do século 2 a.C., mas só foi descoberta no século 19. Entre setembro de 2013 e março de 2015 ela estará em restauração, portanto não ficará exposta no Museu. Depois de restaurada, deve retomar sua posição de destaque no alto de uma escadaria no departamento Arte grega, romana e etrusca, no 3º piso. O detalhe na foto mostra uma moça desenhando a estátua, cena bem comum por lá e em outros grandes museus.

Visita ao Museu do Louvre

Psiquê revivida pelo beijo de Eros – A estátua em mármore feita pelo italiano Antonio Canova em 1787 mostra uma garota chamada Psiquê (Alma) sendo reanimada pelo beijo do Eros, o Cupido. Ela também fica no 3º piso no setor Arte grega, romana e etrusca.

Visita ao Museu do Louvre

Sarcófagos – Ainda no 3º piso ficam as Antiguidades egípcias. Tudo por lá vale ouro, portanto não tenha pressa em passar pelas salas. Múmias, papiros, a estátua de Ramsés II e outras preciosidades enchem o Museu de história.

Visita ao Museu do Louvre

Horários de funcionamento

Segunda-feira, quinta-feira, sábado e domingo: 9h às 18h
Quarta-feira e sexta-feira: 9h às 21h45
Terça-feira: fechado
Feriados (1/jan, 1/mai, 11/nov e 25/dez): fechado

Ingresso

Aduto: € 12
Até 18 anos: entrada gratuita
De outubro a março: entrada gratuita a todos os visitantes no primeiro domingo do mês

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Em Barcelona, visite o Palau Nacional de dia e à noite

Palau Nacional Barcelona

O Palau Nacional é um must-do de Barcelona. É só descer na estação de metrô Plaça Espanya pra entender o porquê: uma construção grandiosa e com traços de passado se destaca no alto de uma colina e muda o cenário da cidade grande. Enquanto se caminha pela calçada larga da avenida Rainha Maria Cristina rumo às escadarias do Palácio, o edifício de uma abóbada central e quatro torres vai crescendo e mostrando toda a sua imponência.

Escadaria acima, a melhor vista de Barcelona é revelada. Apesar de movimentado, o terraço de onde as pessoas apreciam a paisagem se mantém silencioso como se ali não houvesse espaço pra conversa. Quando estive lá, o único som que cortava o silêncio era o de um violino tocado por um músico com a cidade ao fundo. Foi um momento tão mágico que nunca mais me esqueci!

A região onde o Palácio foi erguido chama-se Montjuic, hoje uma das principais áreas de lazer de Barcelona. Lá ficam outras construções de prestígio da cidade, como o Estádio Olímpico, o Teatro Grego e o Poble Espanyol. Estas e várias outras construções foram erguidas para a Exposição Internacional de Barcelona de 1929, um evento promovido pela cidade para mostrar para o mundo os progressos tecnológicos da indústria catalã e projetar a imagem da cidade no exterior.

O Palau Nacional foi o edifício principal da Exposição. Na ocasião, ele foi sede de uma exposição de arte espanhola com 5 mil obras vindas de todo o território estadual. Em 1934 o Palácio passou a ser casa do Museu Nacional d’Art de Catalunya, mais conhecido pela sigla MNAC, e desde então se destaca no universo artístico com um dos acervos de Arte Românica mais completas do mundo. Veja o que você precisa saber para visitá-lo:

Funcionamento do Museu Nacional d´Art de Catalunya
1° de outubro a 30 de abril
terça-feira a sábado: 10h às 18h
domingo e feriado: 10h às 15h

1° de maio a 30 de setembro
terça-feira a sábado: 10h às 20h
domingo e feriado: 10h às 15h

Fechado
às segundas, 1° de janeiro, 1° de maio e 25 de dezembro

Entrada gratuita
aos sábados após às 15h, no 1° domingo de cada mês e em 18 de maio (Dia Internacional dos Museus)

Palau Nacional Barcelona

Depois de conhecer o Palau Nacional de dia, ver Barcelona de um ângulo privilegiado e visitar um dos museus mais conceituados do mundo, volte à noite para assistir ao espetáculo da Font Màgica de Montjuic. Quando o dia cai, a escadaria do Palácio e as laterais de um bom pedaço da avenida Rainha Maria Cristina se transformam em palco de uma apresentação de água, luz e som que encanta qualquer um. Saiba quando ir pra não perder a viagem:

Funcionamento da Font Màgica de Montjuic
Outono e inverno
sexta-feira e sábado: 19h às 21h

Primavera e verão
quinta-feira a domingo: 21h às 23h30

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Os pingentes de osso da cultura Maori

Pingentes Maori

Os Maoris são os indígenas da Nova Zelândia (assim como os Índios são para o Brasil e os Aborígenes para a Austrália). Eles chegaram no país entre 1250 e 1300 vindos da região leste da Polinésia e ainda representam cerca de 15% da população atual neozelandesa. Assim como todo povo primitivo, os Maoris também são donos de uma cultura riquíssima e lutam pra que ela não seja esquecida no tempo. Entre os costumes mais marcantes estão a tatuagem no rosto, a Haka (a dança de guerra, aquela dançada pelos jogadores de rugby da NZ antes de uma partida começar), o cumprimento com o toque de nariz (fofo!) e o artesanato.

E falaaando em artesanato (tudo isso pra introduzir o assunto de hoje kkk), pingentes esculpidos em formas geométricas são um forte símbolo Maori. Cada desenho carrega um significado espiritual, como sorte, força, sensibilidade e proteção. Os pingentes são feitos de diversos materiais, sendo os mais comuns osso, madeira, prata e jade, e são facilmente encontrados nas lojas de souvenir espalhadas por toda Nova Zelândia.

Em Barrytown, pequena (e põe pequena) cidade da Ilha Sul, o visitante pode criar o seu próprio pingente de osso seguindo as tradições Maori. Ele escolhe o símbolo, o desenha no osso, corta, pule (do verbo polir mesmo) e sai de lá com a sua joia rara no pescoço. Experiência diferente e super cult!

Tjapukai, show aborígene na Austrália

Tjapukai Show Aborígene Austrália

Quem vai até Cairns, na pontinha nordeste da Austrália, tem uma opção bem bacana de passeio cultural noturno: assistir a um show de música e dança aborígene no Tjapukai Aboriginal Cultural Park. É uma oportunidade de conhecer um pouquinho da vida e dos costumes dos primeiros habitantes da Austrália e viver uma experiência bem diferente… Eu vivi e conto como foi.

Logo na entrada do Parque, depois de ser recebida pelos aborígenes, ter o rosto pintado e caminhar ao som de instrumentos de percussão entre tochas, achei que o próximo passo seria cair em uma mesa de sacrifícios humanos. Mas não. No lugar ganhei um drink de boas-vindas e fui, junto com todos os outros turistas assustados, guiada até uma primeira sala onde começariam as cerimônias.  Amo super produções!

O espetáculo começa com a ‘cerimônia de bênção’, passa pela tradicional pintura dos próprios performers e segue pra um ambiente externo com lago e fogo, tudo embalado pelo ritmo marcante e quase hipnotizante do didgeridoo, o instrumento de sopro aborígene (outro dia falo mais dele aqui, tenho um em casa!).

De lá, as cerimônias dão espaço para um jantar bem gostoso com pratos quentes e frios sem nenhum esoterismo, bem pra agradar a todos. Pra fechar a noite, o restaurante vira um teatro e no palco aborígenes contam histórias do seu povo com muita música e dança. No meio do show eles convidam alguém da plateia pra fazer fogo no palco no estilo homem das cavernas. Adivinha quem foi fazer fogo com os aborígenes? Kkk

Por ter sido uma boa aluna, ganhei um bumerangue autografado de presente dos aborígenes pop-stars. O passeio termina, é claro, em uma lojinha cheia de tentações pra levar pra casa e com os amigos performers espalhados pela loja dispostos a ensinar todos a tocar didgeridoo. Se eu parei e sentei no chão com um aborígene? Claro. Eu não perco uma oportunidade!

Quanto custa?
AU$ 121 com transfer partindo de Cairns.

Tour virtual pela Capela Sistina

Capela Sistina

Com o fim do conclave que elegeu o fofo Papa Francisco na semana passada, a Capela Sistina voltou a ser reaberta ao público hoje. \o/ A Capela, que é o lugar oficial de realização desse ritual da igreja católica, é um dos pontos mais altos de visitação em Roma. Não tem como não ver!

A Capela Sistina fica dentro do Museu do Vaticano e pra chegar até ela em época de muita turistada tem que ter uma certa paciência santa… Já comentei aqui que levei 2 horas caminhando a passos de formiga e com vontade disputando espaço com outros viajantes curiosos desde a entrada do Museu só pra ver a Capela. Apesar dessa muvuca toda (que a gente até gosta, confessa!) ver aquele banquete de obras de arte feito por mestres da história compensa qualquer canseira.

Os afrescos do teto e das paredes da Capela retraram o Velho e o Novo Testamento da Bíblia. A maior parte das pinturas foi feita por Michelangelo. Outros oito pintores, como Cosimo Rosselli e Botticelli (amo!), também deixaram sua marca por lá.

Essas imagens aí são dessa página do Vaticano, que mostra uma foto em ótima resolução da Capela Sistina em 360°. Dá pra fazer um tour virtual do chão ao teto da capela e dar zoom em cada pintura. Tá certo que a emoção de ver tudo isso a olho nu só se vive lá, mas se eu disser que dá pra ver muito mais detalhes nesse site do que ao vivo, acredite!

Capela Sistina

Capela Sistina

Essa outra página aqui, do O Globo, traz um resumão bem bacana dos principais afrescos da Capela a localização de cada um deles. Entra no site do Vaticano e dá uma olhadela especial na pintura que fica atrás do altar, o Juízo Final, a Criação de Adão, o Pecado Original e o Dilúvio. Boa visita! Vale a pena.

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