Caminhada sobre a Geleira de Franz Josef, Nova Zelândia

Geleira de Franz Josef

A caminhada sobre a Geleira de Franz Josef foi uma das coisas mais incríveis que fiz na Nova Zelândia! Só não digo que foi ‘a’ mais incrível pra não ser injusta com o salto de bungee jump e a Travessia Tongariro, que também foram sensacionais. Essa Geleira, junto com a Geleira vizinha chamada Fox, é uma das mais acessíveis do mundo para explorar e está entre as atividades mais populares da Ilha Sul da Nova Zelândia.

Num português bem claro, a Geleira de Franz Josef é um rio de gelo (não de neve) que fica entre um conjunto de montanhas bem mais altas chamadas Alpes do Sul e uma floresta perto da costa. A neve que cai nestes Alpes é empurrada vale a baixo até se compactar em gelo e assim, de camada em camada, formar a Geleira.

Era janeiro de 2009 quando estive por lá. Lembro de ouvir do guia a informação de que a Geleira crescia metros por ano e lembro de ter achado isso o máximo! Pesquisando dados recentes hoje pra colocar aqui no post, encontrei uma notícia de 2012 de um jornal neozelandês dizendo que, na verdade, a Geleira se manteve em ininterrupto crescimento de 1983 até 2008, mas que de 2008 em diante ela começou a recuar, criando inclusive um buraco no meio do gelo. Esse buraco fez com que a trilha, que começava a pé na base da montanha, tivesse que ser adaptada. A partir de 2012, então, um helicóptero passou a levar os turistas montanha acima para fazer a exploração.

A novidade foi boa para os turistas, que ganharam um upgrade no passeio, mas foi mais um baque pro mundo, já que alertou pro atual problema climático global. A esperança é que os registros históricos da Geleira de Franz Josef indicam recuos e avanços do gelo ao longo das décadas. Quem sabe esse vai e vem se repita e ela volte a crescer?! Vamos torcer.

Quem leva?
A empresa Franz Josef Glacier Guides faz o combo helicóptero + caminhada e outros tipos de tour também, como a escalada no gelo (com picareta e tudo mais!) e uma trilha pela floresta que fica no pé da montanha.

Como chegar lá?
A Geleira fica na costa oeste da Ilha Sul do país a poucos quilômetros da estruturada cidadezinha também chamada de Franz Josef. Veja aqui opções de hospedagem e leia comentários dos hóspedes aqui.

Geleira ao vivo
Neste link você consegue ver como está o clima na Geleira ao vivo através de webcams instaladas no local. Espia só!

Mergulho com golfinhos selvagens na Nova Zelândia

Mergulho Golfinhos Nova Zelândia

Que loucura, né?! Eu também achei quando soube dessa possibilidade. Nadar com golfinhos em mar aberto realmente nunca esteve nem nos meus planos mais ambiciosos. Pois bem, em Kaikoura, cidadezinha da ilha sul da Nova Zelândia, esse encontro é possível.

Empresas como a Encounter Kaikoura levam os turistas pro alto mar em busca de um (bando? cardume? não, não existe coletivo para golfinhos)… em busca de uma multidão deles e ancoram seus barcos assim que avistam uma. São centeeenas de golfinhos juntos! Chega a dar um medão medinho de pular na água.

A adrenalina bate mesmo quando eles vêm na nossa direção! Como eles são selvagens, ou seja, não domesticados, a interação é um pouquinho “bruta” demais kkk! Pode rolar um empurrãozinho de pele emborrachada sem querer, mas nada que chegue perto de machucar.

Eu tentei registrar o momento debaixo d´água com uma máquina aquática descartável, mas nenhuma foto prestou. A minha dica é que você ouça a dica do instrutor do barco e não tente tirar fotos do mergulho porque não vai ter sucesso kkk. O melhor a fazer é curtir o momento e guardar as imagens só na lembrança!

Momento biologia: Os golfinhos que habitam a costa de Kaikoura são chamados golfinhos-do-crepúsculo ou golfinhos-cinzento. Eles têm o bico bem curtinho e a barriga clara e são daqueles que curtem um salto ornamental. Viu a foto do fofito ali em cima? Uma graça, né?!

Quando fazer o passeio? Ao longo de todo o ano os golfinhos podem ser avistados por lá, mas no verão, por motivos óbvios, entrar na água fria da Nova Zelândia é bem mais agradável.

Quanto custa? NZ$ 170 (cerca de R$ 300) pra nadar ou NZ$ 90 (R$ 160) pra assistir. $im, caro!!

Bônus! Se tiver sorte, pode ser que você veja outros animais marinhos durante o passeio! Orcas (baleias assassinas) e focas fofas estão nessa lista.

Só pra encerrar… Já postei aqui sobre mergulho com golfinhos em Cancun. Se você achou este da Nova Zelândia wild demais, vai morrer de amores por esta outra modalidade!

Salto de paraquedas em Mission Beach

Saudações aéreas Internet! Depois de mostrar aqui o momento de maior pânico valentia da minha vida (o meu salto de bungee jump!), trouxe hoje o registro da segunda (e última, prometo mãe!) dose de bravura da minha história: o meu salto de paraquedas.

Fiz o salto em Mission Beach, uma praia tranquilíssima do estado de Queensland, na Austrália. A cidade fica entre Townsville e Cairns e é um lugar com um visú super privilegiado porque fica numa região de duas áreas consideradas Patrimônio da Humanidade: a Grande Barreira de Corais e a Floresta dos Trópicos Úmidos.

Na Austrália são inúmeros os locais onde é possível fazer salto de paraquedas (praticamente em toda cidade da costa leste, pelo menos, dá). Escolhi fazer o salto em Mission Beach porque… (alguém ainda lendo?!) … porque queria ver a Grande Barreira lá de cima. Agora me pergunta se eu tive condições de contemplar o visual? =\ Que nada! Só fui ver depois nas fotos.

Um pouquinho de como foi
Uma “leve” ansiedade de pular de um avião a 4.400 metros de altura me acordou às 5h da manhã e não me deixou mais dormir. Mais tarde pela manhã, uma van da empresa onde eu tinha reservado o salto me buscou no albergue e lá fomos nós, eu e meu nervosismo disfarçado de sorriso amarelo, rumo ao centro de treinamento da companhia. Uma breve (breve mesmo) aula de como “se comportar” no ar foi dada aos aspirantes a paraquedistas e em pouco tempo já estávamos rumando o alto.

Quatro japoneses embarcaram comigo no mesmo aviãozinho, além dos caras que iriam nos levar avião afora. Lá em cima, o barulho alto não permitia trocar mais ideia. Os sinais para 1. colocar o óculos, 2. ir para a saída do avião e 3. vai com Deus foram avisados por luzes coloridas que acendiam dentro da cabine. O resultado foi esse aí debaixo: pose de “sou corajoso” na porta do avião, bênção antes de saltar e closes ótimos da ação lift do vento na nossa pele. #sóquenão!

Salto Paraquedas Mission Beach AUS 1

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Turismo de Moto: Live to Ride, Ride to Live!

Turismo de Moto

“Get your motor running
Head out on the highway
Looking for adventure
In whatever comes my way…”

Quem nunca ouviu Born to be Wild e na hora imaginou uma Harley Davidson roncando na estrada?!? Se você é da turma dos veteranos com certeza se lembrou de Peter Fonda no filme Easy Rider de 1969 (traduzido para Sem Destino aqui no BR). O filme, o mais clássico dos road movies, marcou época junto com essa música e disseminou um novo estilo de liberdade americana: o das estradas.

O jargão Live to Ride, Ride to Live (que na tradução livre seria algo como Viver para Pilotar, Pilotar para Viver) se tornou lema dos motociclistas e até hoje estampa bandanas, jaquetas de couro, botons e até a pele de muitos dessa turma do asfalto.

Além de dar cara, nome e sobrenome a esse novo jeitão rebelde de ser (no melhor dos sentidos), o filme Easy Rider também difundiu o turismo sobre duas rodas e a modalidade não para de ganhar adeptos geração após geração!

São homens e mulheres, jovens a vovozões, que compartilham a paixão de pilotar estrada afora sem ter como objetivo o destino final, mas sim o caminho até chegar lá! De um passeio de fim de semana a viagens longas que cruzam fronteiras. A distância não importa! O que vale são as paisagens, o vento no peito e o barulho do motor. \m/

No Brasil existem milhares de moto clubes que organizam e dissipam a prática da atividade pelas estradas do país (entra aqui pra conhecer alguns deles). Algumas rotas famosas são as do RJ a Paraty, Maceió a Recife e Brasília a Chapada dos Veadeiros.

Bom… Embora haja viajantes que rodem o Brasil de moto, o que cresce mesmo entre os brasileiros é a procura por mototurismo no exterior. A preferência por roteiros internacionais já representa 95% da busca neste mercado!

Pra você que curte a ideia de pilotar lá fora, mas não sabe por onde começar, a dica é procurar empresas especializadas em turismo de moto que oferecem todo o suporte pra fazer a viagem acontecer. A Schultz é a maior operadora brasileira de turismo de moto. Tem roteiros em todos os continentes e pacotes com tudo que você precisa já incluído (como hospedagem e alimentação ao longo do itinerário, a locação da moto, o guia etc).

O supervisor de vendas da Schultz no MS e no MT, Roberto Lastoria, me contou que “na América do Sul o roteiro mais famoso é o Caminho dos Incas. Roteiros pela Europa também tem tido muita procura e a Rota 66, nos Estados Unidos, é a campeã de vendas”. Até eu, que nunca pilotei uma moto (e só peguei carona duas vezes na vida), fiquei afim!! \o/

E você, interessou? Entra no site pra conhecer:

Turismo de Moto

PS: Achei que o blog ficou super invocado com esse post! Kkkk. E vocês?

Este é um post patrocinado.

A minha viagem de mochila

A minha viagem de mochila

Respira fuuundo que a história de hoje é das longas…

Era uma vez uma menina que foi junto com a mãe levar a avó na rodoviária. Ela viu dois jovens carregando mochilas enormes nas costas e, sem mesmo saber ao certo do que se tratava, falou: “mãe, é isso que eu quero ser quando crescer” kkk. E foi assim que a minha história com mochilão começou. E hoje eu resolvi contar pra vocês sobre a viagem de mochila que fiz entre 2008 e 2009 e que foi a grande incentivadora pra que eu criasse esse blog e descobrisse o meu rumo dentro da profissão de jornalista.

Como surgiu a ideia

Aos 15 anos de idade comecei a criar o desejo de conhecer a Austrália. Lia e relia muita coisa e me apaixonava cada vez mais pelo país. Devorava uma revista numa sentada. Era leitora assídua de um blog chamado “Operação Canguru – um maluco na Austrália”, que hoje acho que não existe mais. A minha vontade era passar uns dois anos bicho-grilando pelo país e depois voltar pro Brasil cheia de história pra contar (#vidaloka! kkk). Seria lindo se fosse fácil assim, mas com o tempo fui descobrindo que pra isso acontecer era preciso muito mais do que vontade.

A começar pela idade… A princípio eu queria fazer a viagem depois que me formasse no colégio. Quando essa hora chegou, eu com 17 anos não estava pronta pra encarar o mundão e meus pais menos ainda.

Outra questão era a forma de entrada no país… A Austrália controla muito o acesso e a permanência dos estrangeiros por lá. O visto de turista é bem enrolado de tirar e só permite a permanência por três meses. Pra ficar mais do que esse período é preciso estar matriculado em algum curso ou estar contratado por alguma empresa local. E eu não queria que nada nem ninguém me prendesse em uma só cidade. Queria ficar livre pra decidir como, quando e por onde turistar.

E, por fim, claro: grana! Precisava juntar dinheiro.

E então, enquanto o tempo foi passando, fui trabalhando, acostumando os meus pais com a ideia e amadurecendo o jeito de realizar esse sonho. Entrei para a faculdade de jornalismo e aí sim, com a cabeça mais no lugar e poupança sendo feita, planejei que faria a viagem para a Austrália sozinha e de mochila depois que terminasse os estudos.

Como me preparei

Comecei a juntar dinheiro desde o meu primeiro estágio aos 18 anos. O primeiro troco que guardei foi R$ 30, lembro até hoje! E lembro também que minha mãe me incentivava com a frase manjada e personalizada por ela que tanto me deu força “de grão em grão a galinha enche o papo e de moeda em moeda a Juliana vai pra Austrália”. Hehe. Fofa, né?!

Resolvi que entraria na Austrália com o visto de turista e depois, já lá dentro, tentaria outro jeito de estender a permanência (por mais que isso não viria a acontecer).

Continuei pesquisando sobre o país e sobre viajar sozinha e quando terminei a faculdade, com meus 22 recém feitos, sabia de cor e salteado tudo o que precisava. Estava segura, confiante e querendo muito colocar em prática tudo que aprendi em anos de planejamento.

No início de 2008, com passagem para Sydney já comprada para março, passaporte, vacinas e visto prontos, recebi um convite que iria incrementar ainda mais a minha viagem. Fui convidada por um amigo a aproveitar a saída do Brasil e trabalhar em um bar na Espanha durante a temporada de verão na Europa antes da chegada na Austrália. Adiei então em mais uns meses a ida para a Austrália, inclui a Europa no meu roteiro e parti em junho de 2008 para a viagem dos meus sonhos.

O roteiro

O planejamento inicial era ficar seis meses fora: 3 meses na Europa e 3 na Austrália. Saí do Brasil com as passagens intercontinentais compradas: América do Sul-Europa | Europa-Oceania | Oceania-Europa | Europa-América do Sul. Já tinha data de saída e chegada de cada lugar (mesmo que a última passagem – a de retorno para o Brasil – fosse depois adiada em mais dois meses). O grosso do roteiro era esse, agora o que eu faria com o recheio da viagem só seria programado no decorrer do mochilão.

Trabalhei então durante dois meses como bar-tender na ilha de Menorca, na Espanha. Foi uma experiência incrível! De lá, dei início à viagem pela Europa que duraria um mês. Comecei com uma semana de roteiro já planejada e o resto fui decidindo com o passar dos dias. Fiz então: Barcelona, Madrid e Toledo, na Espanha; na França, Paris; na Holanda, Amsterdã; na Alemanha, Berlim; e na Itália, Roma e Florença.

Já com três meses na estrada, peguei o esperado voo pra Austrália com direito a chororô a bordo kkk. Cumprindo as regras do visto de turista, fiquei dois meses em Sydney (a ideia era ficar uma semana! Pensa se não gostei de lá?!) e mais um mês viajando pela costa leste do país. Foi o auge do mochilão!

Prestes a encerrar a viagem, uma conversa por telefone com o meu pai me instigou a aproveitar que estava na Oceania e conhecer também a Nova Zelândia. Rolou uma mensagem de coragem “Você tá aí do lado e não vai saltar de bungy jump?” e um paitrocínio muito bem-vindo. E lá fui eu passar 18 dias na Nova Zelândia.

Enfim, a direção da viagem retomou o rumo para o Brasil. No caminho, parei ainda 20 dias em Cingapura e fiz um dia intenso de passeio em Londres enquanto esperava o voo da escala.

Blog ‘ju comparin – uma brazuca na estrada’

Criei um blog antes de viajar com a intenção de manter a minha família avisada sobre o curso da viagem e garantir o sono da minha mãe. Quase todos os dias à noite tinha um encontro marcado com o notebook que carreguei durante toda a viagem nas costas pra contar um pouquinho do meu dia e postar algumas fotos. A família ficou informada e o legal foi que outras pessoas que não me conheciam também começaram a seguir o blog e me mandavam mensagens de incentivo ao longo da viagem. Me sentia uma celebridade da net kkk! Quem quiser conhecer clica aqui.

Sonho realizado

Difícil resumir em um parágrafo tudo o que essa viagem significou, mas como eu escrevi no último post do blog do mochilão: “De tudo que vi e vivi ficam a vitória da realização de um sonho, lembranças de momentos mágicos e lugares surpreendentes, amizades curtas porém intensas e o sentimento único de gratidão pela oportunidade tida”.

E essa é a história do meu primeiro mochilão, people! O que eu mais quero com esse post é incentivar quem tiver um sonho, seja ele fazer uma viagem, casar ou comprar uma bicicleta, a encará-lo até o fim. A recompensa vai muito além do que a gente imagina.

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