Moinho de vento para visitar em Amsterdã

Moinho de vento Amsterdã

Quando visitei Amsterdã imaginei que viria moinhos de vento aos montes cidade e, ainda por cima, girando e girando. Mal eu sabia que ver um seria difícil e ainda mais funcionando. A Holanda é até hoje um país gerador de energia eólica, mas os moinhos de vento classicões como eu esperava ver quase não existem mais no país. Com o tempo eles foram sendo substituídos por aparelhos mais modernos e eficientes, os chamados aerogeradores ou turbinas de vento.

São poucos os moinhos antigos que resistiram ao tempo e que continuam de pé. Em Amsterdã e arredores ainda existem oito segundo o site Windmill World. No blog do brasileiro Ducs que mora em Amsterdã, ele lista três na capital. Quando eu estive na cidade, soube apenas do Molen van Sloten (em inglês, The Sloten Windmill), que foi o que visitei e que acabou sendo uma grata surpresa!

Sobre o Molen van Sloten

O Molen van Sloten não é só um moinho fotogênico esperando pra ser clicado. Ele funciona! Você pode entrar, subir até a plataforma, receber explicações de voluntários entusiasmados, visitar um museu, uma lojinha e ainda tomar um café. É uma visita completa que dá ainda mais sentido conhecer de perto uma parte tão importante da cultura do país. Ele é o único moinho aberto ao público diariamente em Amsterdã das 10h às 17h (exceto em 1/jan, 26/abr e 25 e 26/dez). A entrada custa € 8.

Moinho de vento Amsterdã

Moinho de vento Amsterdã

Moinho de vento Amsterdã

Como chegar

Ele fica bem afastado do centro, é preciso pegar um bonde até a última estão da linha 2 (a Nieuw Sloten) e caminhar mais um bucado. Descendo na estação, logo você percebe uma Amsterdã completamente diferente da que viu no centro: silenciosa e vazia, mas muito bonita. O caminho até o moinho não é tão claro, é preciso seguir pequenas placas pregadas nas árvores. Bate um medo de se perder, mas no fim as indicações levam pro lugar certo. O percurso é longo (levei 1 hora pra chegar), mas o cenário pitoresco faz o tempo passar rápido. As casinhas em estilo holandês com canteiros floridos e bicicletas encostadas na calçada deram ainda mais charme ao passeio!

Moinho de vento Amsterdã

Onde ver mais moinhos na Holanda

Se é aquela cena de uma série de moinhos que você está procurando, a cidade que você precisa visitar é Kinderdijk. Lá fica a maior concentração de moinhos de vento na Holanda.

Por que chiclete é proibido em Cingapura?

Chiclete proibido Cingapura

Acredite se quiser, mas em Cingapura não existe chiclete normal pra vender. Só chiclete pra fins dentários e chiclete de nicotina pra quem quer parar de fumar. Eles só são vendidos em farmácias e pra comprar é preciso dar o nome e mostrar um documento de identificação. Tenso, né? Hoje em dia é assim, mas a situação já foi pior…

Durante 12 anos (de 1992 a 2004) mascar chiclete foi proibido em Cingapura sob pena de multa de US$ 500 a US$ 1000. Aliás: mascar, comprar, vender, fabricar e importar. O governo proibiu o produto porque as pessoas não estavam fazendo o descarte correto do chiclete, ou seja, jogando o lixo no lixo. O custo que o governo tinha pra manter as ruas limpas e consertar os equipamentos de limpeza era muito alto.

A situação ficou ainda mais séria quando o metrô, principal transporte público do país, passou a não funcionar propriamente por causa dos malditos chicletes grudados nas portas dos vagões. Com tantos danos causados ao patrimônio público, o governo então decidiu em 1992 banir o chiclete no país. Em 2004, a lei foi revista e os chicletes pra benefícios da saúde foram então liberados.

Eu morei em Cingapura nos anos de 1999 e 2000 e peguei essa lei em vigor. Imagina uma adolescente sem chiclete?! Terrível. Confesso que em viagens a países vizinhos trazia alguns na meia =X… Confissões à parte, é fácil concordar que a decisão tomada pelo país acompanha o seu status de super desenvolvido. Sabe aquelas bolotas de chiclete derretido que vemos nas ruas? Em Cingapura não tem. E as “surpresinhas” debaixo das mesas? Também não.

Tá aí mais um tapinha de Cingapura na cara da sociedade mostrando que todo esforço tem a sua recompensa.

Vocabulário australiano: o que é preciso saber antes de chegar lá

Vocabulário australiano

A Austrália é um país de língua inglesa, mas isso não necessariamente significa que você vai entender tudo o que os conterrâneos  disserem mesmo sendo um fluent english speaker. Além do sotaque deles já ser cheio de malemolência, como é o sotaque do carioca aqui no Brasil ou do texano nos EUA, os australianos têm uma coleção de gírias e expressões próprias que é legal conhecer antes de viajar pra lá. Aprende aí pra não fazer cara de ‘ué’:

Aussie (pronuncia-se óssi): É a maneira como eles mesmos se chamam. Significa australiano.

Down under: É como eles apelidaram a Austrália, se referindo à localização geográfica dela no mapa: no hemisfério sul bem abaixo da maioria dos outros países do globo.

Good day: Todo mundo um dia aprendeu que bom dia em inglês é good morning, certo? Na Austrália o usado é Good day ou G’day na forma mais abreviada.

Fair enough: Significa justo. É usado para concordar com algo que alguém disse. Como numa conversa: “Não vou sair hoje porque estou cansado”. A resposta: “Fair enough”.

Mate: Significa parceiro, camarada, amigão… Não é um termo exclusivo da Austrália, mas lá é mais usado do que qualquer outra coisa! What´s up mate? G’ day mate!

No worries: Provavelmente a frase mais falada no país. Significa relaxa, sem problemas.

Sheila e Bloke: Não me pergunte por quê, mas é assim que eles chamam mulher e homem. É comum encontrar placas com estes nomes indicando banheiros feminino e masculino, como estes aí da foto que encontrei no meião do Outback… Vai entender!

Vocabulário australiano

Captou mate?! Agora você não fica perdido quando chegar em down under. Se quiser conhecer outras expressões dos aussies clica aqui ou aqui.

Torne a viagem mais interessante: converse com os locais!

Conversar com locais nas viagens

Não me lembro do nome de nenhum deles, mas não me esqueço do rosto e da história de cada um. Estas são algumas das pessoas com quem fiz uma “amizade relâmpago” durante as minhas viagens e que as tornaram mais especiais. Lembro que antes de embarcar nessas andanças pelo mundo lia muito blogs de outros viajantes e uma das recomendações mais repetidas era essa: conversar com os locais.

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Chichén Itzá, antiga cidade maia no México

Chichén Itzá

Aparentente o último desejo de uma pessoa que vai pra Cancún é fazer exploração arqueológica, concorda? Mas a proximidade da cidade com Chichén Itzá (a pronúncia é “Tchi-tchê-nitza”) faz muita gente trocar um dia de mar azul turquesa e piña colada na mão pra respirar história – e das boas. Eu fui e me senti demais de grata pela oportunidade!

Chichén Itzá é uma cidade maia em ruínas que serviu de centro político, econômico e religioso daquela civilização por volta dos anos 500 d.C. As construções por si só já impressionam pelo tamanho, mas o mais intrigante é a genialidade com que elas foram projetadas.

As 16 construções que formam o sítio arqueológico revelam o profundo domínio que os maias tinham em diversas áreas do conhecimento, como matemática, geometria, astrologia, arquitetura e engenharia.

O maior exemplo disso é a Pirâmide de Kukulcán, que representa um calendário tridimensional. Ela tem 91 degraus em cada uma de suas escadarias que, somados ao altar no topo, chegam a 365. A pirâmide é inclinada em exatos 45° e tem os quatros lados voltados para os pontos cardeais (Norte, Sul, Leste e Oeste).

O mais incrível ainda é que nos equinócios do ano (os dias que marcam o início da primavera e do outono) a sombra criada pelo sol projeta a imagem de uma serpente gigante em uma de suas fachadas. Na base da pirâmide existe uma cabeça de cobra feita de pedra que, quando se junta ao corpo, dá a impressão de que a serpente está descendo pirâmide abaixo. Doido ou não?! Como para os maias a serpente é um símbolo sagrado, supõe-se que a ideia era passar a sensação de que Deus estava descendo do céu. E, só pra fechar esse conjunto de mistérios, bater palmas na frente de uma escadaria específica da pirâmide cria um fenômeno de acústica interessante. O som parece subir as escadas e lá de cima ressoa como o canto de um pássaro da região.

Muita tecnologia pra uma época tão remota, né? Como já deu pra perceber os maias intrigaram muita gente e continuam a mover pesquisadores em busca de mais explicações.

Algumas dicas pra quem fizer essa viagem no tempo:

Como chegar lá? Alugando um carro ou com um ônibus de excursão. A vantagem do busão é voltar descansando depois de horinhas de sol e caminhada.

Como eu sempre digo, turismo com informação é outra coisa. Se você não estiver em uma excursão que tenha um guia de turismo pra chamar de seu, alugue um audio-guide pra te passar as explicações do lugar. Certamente vai ter com gravações em português!

O sol pode criar efeitos extraordinários na Pirâmide de Kukulcán, mas com certeza não vai fazer boas coisas em você. Chapéu, protetor solar e água na mochila vão tornar o passeio mais agradável.

É bom levar dinheiro em espécie pras tradicionais comprinhas (em peso ou dólar), mas também é bom não dar muito papo pros vendedores. Eles são muuuitos e podem ser um tanto quanto chatos pra conseguirem te vender alguma coisa. Pechinchar rola.

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