Dez conselhos rápidos para dormir em albergues

Dez dicas para dormir em albergues

1. Antes de viajar faça a sua carteirinha de alberguista para pagar diárias com desconto. Ela custa R$ 40 e é válida por um ano. Associe-se aqui.

2. Na hora de escolher o albergue leve em conta 1) a localização, 2) a divisão dos quartos e banheiros – se são mistos ou separados por sexo, e 3) a avaliação de quem já passou por lá – você pode encontrar estas informações em sites como o Trip Advisor.

3. Esteja preparado para chegar e fazer a sua própria cama. Geralmente os lençóis são entregues na recepção e, inclusive, pode ser que sejam cobrados a parte da diária.

4. Cadeado. Leve pelo menos um para garantir a segurança dos seus pertences. Normalmente os albergues oferecem um locker (aquele armário de metal) para cada hóspede, mas nem sempre fornecem o cadeado. Se o albergue não tiver locker, minha dica é guardar os objetos mais importantes (documentos, dinheiro, máquina fotográfica) dentro de uma mochila e dormir com ela na cama.

5. Leve de casa a sua toalha de banho. Pelo menos eu nunca vi albergue oferecer esta facilidade. Prefira uma pequena ou uma de alta absorção para secagem rápida.

6. Se você chegar no quarto de madrugada não vai poder (ou pelo menos não deveria) acender a luz. Então levar uma lanterna pequena é de grande ajuda.

7. Se você estiver dormindo e outro camarada entrar no quarto e acender a luz vai ser irritante. Para evitar isso, use tapa olho. Se quiser, pode ainda dormir ouvindo música com fone de ouvido. O sono é garantido!

8. Se o albergue não oferecer café da manhã, certamente terá uma cozinha onde você possa preparar suas refeições. Compre no supermercado os itens que quiser, usufrua dos utensílios do próprio albergue para cozinhar e deixe tudo limpo depois.

9. Lavar roupas é uma prática comum nos albergues. Normalmente eles oferecem a máquina de lavar e a de secar também. Você pode comprar o sabão no próprio albergue ou, se for viajar por um tempo mais longo, pode carregar um saco/tablete com maior quantidade na bagagem.

10. Meninas: se o quarto for misto é interessante deixar a camisola em casa. Prefira pijamas com shorts mais compridinhos e camisetas comportadas para evitar situações embaraçosas…

Como arrumar o mochilão para viajar

Como arrumar o mochilão

Se você acha que mente aberta e look bicho-grilo bastam pra faz um mochilão, está bem enganado. Viajar de mochila requer bastante planejamento. Entenda por isso preparar o psicológico, o físico, fazer cálculos, pesquisar sobre os destinos, montar um itinerário funcional, fazer um check-list enxuto e o que mais você achar que precisa pra se sentir pronto.

No meio disso tudo estão os cuidados com a escolha da mochila (tem um post sobre essa etapa aqui!), com a eleição do que vai e do que fica e com a arrumação desses itens todos no mochilão.

A disposição correta da bagagem na mochila é essencial pra otimizar espaço, garantir a segurança dos pertences e deixar a tarefa de carregar a tralha nas costas o mais confortável possível. Já vi algumas maneiras diferentes de fazer esta divisão, mas essa foi a que melhor funcionou pra mim e a que eu recomendo:

- No topo da mochila vão os itens mais frágeis que não podem sofrer compressão, como a nécessaire com shampoo, cremes e afins. Presentinhos delicados comprados no caminho também ficam seguros ali. Os documentos (passaporte, carteira, bilhetes de passagem) ficam bem guardados por lá quando não se está usando uma mochila de ataque ou pochete (aliás, sou super a favor! olha aqui).

- No compartimento central vão as roupas enroladinhas. Enrolar as peças ajuda a não amassar e a localizar o alvo mais fácil. Cuecas, calcinhas e demais itens privê podem (e devem!) ir num saquinho separado.

- Os itens mais firmes e pesados vão na parte inferior por dois motivos: porque podem sofrer compressão e pra não desequilibrar quem carrega a mochila.

- Máquina fotográfica, mapas e talvez um dinheirinho devem estar à mão pra evitar o tira-e-põe do mochilão toda vez que precisar deles. Os bolsos laterais são bons compartimentos pra isso quando, no mesmo caso dos docs, não se tem uma mochila de ataque ou pochete pra contar.

*Vale lembrar que esta disposição não é a indicada para acampamentos e montanhismo.

Aos novatos no mochilão, espero ter dado uma luz! Backpackers veteranos de plantão, alguma outra dica?!

Confira outros posts sobre mochilão:
Mochileiro de primeira viagem
Nécessaire de mochileira
A minha viagem de mochila

A minha viagem de mochila

A minha viagem de mochila

Respira fuuundo que a história de hoje é das longas…

Era uma vez uma menina que foi junto com a mãe levar a avó na rodoviária. Ela viu dois jovens carregando mochilas enormes nas costas e, sem mesmo saber ao certo do que se tratava, falou: “mãe, é isso que eu quero ser quando crescer” kkk. E foi assim que a minha história com mochilão começou. E hoje eu resolvi contar pra vocês sobre a viagem de mochila que fiz entre 2008 e 2009 e que foi a grande incentivadora pra que eu criasse esse blog e descobrisse o meu rumo dentro da profissão de jornalista.

Como surgiu a ideia

Aos 15 anos de idade comecei a criar o desejo de conhecer a Austrália. Lia e relia muita coisa e me apaixonava cada vez mais pelo país. Devorava uma revista numa sentada. Era leitora assídua de um blog chamado “Operação Canguru – um maluco na Austrália”, que hoje acho que não existe mais. A minha vontade era passar uns dois anos bicho-grilando pelo país e depois voltar pro Brasil cheia de história pra contar (#vidaloka! kkk). Seria lindo se fosse fácil assim, mas com o tempo fui descobrindo que pra isso acontecer era preciso muito mais do que vontade.

A começar pela idade… A princípio eu queria fazer a viagem depois que me formasse no colégio. Quando essa hora chegou, eu com 17 anos não estava pronta pra encarar o mundão e meus pais menos ainda.

Outra questão era a forma de entrada no país… A Austrália controla muito o acesso e a permanência dos estrangeiros por lá. O visto de turista é bem enrolado de tirar e só permite a permanência por três meses. Pra ficar mais do que esse período é preciso estar matriculado em algum curso ou estar contratado por alguma empresa local. E eu não queria que nada nem ninguém me prendesse em uma só cidade. Queria ficar livre pra decidir como, quando e por onde turistar.

E, por fim, claro: grana! Precisava juntar dinheiro.

E então, enquanto o tempo foi passando, fui trabalhando, acostumando os meus pais com a ideia e amadurecendo o jeito de realizar esse sonho. Entrei para a faculdade de jornalismo e aí sim, com a cabeça mais no lugar e poupança sendo feita, planejei que faria a viagem para a Austrália sozinha e de mochila depois que terminasse os estudos.

Como me preparei

Comecei a juntar dinheiro desde o meu primeiro estágio aos 18 anos. O primeiro troco que guardei foi R$ 30, lembro até hoje! E lembro também que minha mãe me incentivava com a frase manjada e personalizada por ela que tanto me deu força “de grão em grão a galinha enche o papo e de moeda em moeda a Juliana vai pra Austrália”. Hehe. Fofa, né?!

Resolvi que entraria na Austrália com o visto de turista e depois, já lá dentro, tentaria outro jeito de estender a permanência (por mais que isso não viria a acontecer).

Continuei pesquisando sobre o país e sobre viajar sozinha e quando terminei a faculdade, com meus 22 recém feitos, sabia de cor e salteado tudo o que precisava. Estava segura, confiante e querendo muito colocar em prática tudo que aprendi em anos de planejamento.

No início de 2008, com passagem para Sydney já comprada para março, passaporte, vacinas e visto prontos, recebi um convite que iria incrementar ainda mais a minha viagem. Fui convidada por um amigo a aproveitar a saída do Brasil e trabalhar em um bar na Espanha durante a temporada de verão na Europa antes da chegada na Austrália. Adiei então em mais uns meses a ida para a Austrália, inclui a Europa no meu roteiro e parti em junho de 2008 para a viagem dos meus sonhos.

O roteiro

O planejamento inicial era ficar seis meses fora: 3 meses na Europa e 3 na Austrália. Saí do Brasil com as passagens intercontinentais compradas: América do Sul-Europa | Europa-Oceania | Oceania-Europa | Europa-América do Sul. Já tinha data de saída e chegada de cada lugar (mesmo que a última passagem – a de retorno para o Brasil – fosse depois adiada em mais dois meses). O grosso do roteiro era esse, agora o que eu faria com o recheio da viagem só seria programado no decorrer do mochilão.

Trabalhei então durante dois meses como bar-tender na ilha de Menorca, na Espanha. Foi uma experiência incrível! De lá, dei início à viagem pela Europa que duraria um mês. Comecei com uma semana de roteiro já planejada e o resto fui decidindo com o passar dos dias. Fiz então: Barcelona, Madrid e Toledo, na Espanha; na França, Paris; na Holanda, Amsterdã; na Alemanha, Berlim; e na Itália, Roma e Florença.

Já com três meses na estrada, peguei o esperado voo pra Austrália com direito a chororô a bordo kkk. Cumprindo as regras do visto de turista, fiquei dois meses em Sydney (a ideia era ficar uma semana! Pensa se não gostei de lá?!) e mais um mês viajando pela costa leste do país. Foi o auge do mochilão!

Prestes a encerrar a viagem, uma conversa por telefone com o meu pai me instigou a aproveitar que estava na Oceania e conhecer também a Nova Zelândia. Rolou uma mensagem de coragem “Você tá aí do lado e não vai saltar de bungy jump?” e um paitrocínio muito bem-vindo. E lá fui eu passar 18 dias na Nova Zelândia.

Enfim, a direção da viagem retomou o rumo para o Brasil. No caminho, parei ainda 20 dias em Cingapura e fiz um dia intenso de passeio em Londres enquanto esperava o voo da escala.

Blog ‘ju comparin – uma brazuca na estrada’

Criei um blog antes de viajar com a intenção de manter a minha família avisada sobre o curso da viagem e garantir o sono da minha mãe. Quase todos os dias à noite tinha um encontro marcado com o notebook que carreguei durante toda a viagem nas costas pra contar um pouquinho do meu dia e postar algumas fotos. A família ficou informada e o legal foi que outras pessoas que não me conheciam também começaram a seguir o blog e me mandavam mensagens de incentivo ao longo da viagem. Me sentia uma celebridade da net kkk! Quem quiser conhecer clica aqui.

Sonho realizado

Difícil resumir em um parágrafo tudo o que essa viagem significou, mas como eu escrevi no último post do blog do mochilão: “De tudo que vi e vivi ficam a vitória da realização de um sonho, lembranças de momentos mágicos e lugares surpreendentes, amizades curtas porém intensas e o sentimento único de gratidão pela oportunidade tida”.

E essa é a história do meu primeiro mochilão, people! O que eu mais quero com esse post é incentivar quem tiver um sonho, seja ele fazer uma viagem, casar ou comprar uma bicicleta, a encará-lo até o fim. A recompensa vai muito além do que a gente imagina.

Mochileiro de primeira viagem

Hoje vou falar sobre um assunto importantíssimo pra quem descobriu o mochileiro que mora dentro de si e vai encarar uma viagem de mochila: a compra da fiel companheira.

Nada de fazer mamãe mandou e comprar qualquer uma. A escolha da mochila certa é meio caminho andado pra carregar a casa nas costas sem com conforto na medida do possível.

Eu fiz uma viagem de mochila de oito meses e me realizei passando os perrengues típicos de mochileiro! Hoje, confesso, estou mais luxenta… Haha. Prefiro um conforto, mas nada que um plano pra conhecer Machu Picchu não me faça tirar a antiga companheira do armário.

Como comprar a sua mochila em 4 passos:

1° Tamanho da mochila: Esta é a primeira informação que você deve saber na hora da compra. Como saber? Pela quantidade de dias da sua viagem. As mochilas são categorizadas pela capacidade em litros e existe um tamanho adequado para cada período:

15 a 25 litros = Suficiente para 1 dia com 1 pernoite sem excessos
25 a 40 litros = Ideal para um final de semana
40 a 60 litros = 3 dias a 1 semana
60 a 90 litros = Indicada para viagens longas, são chamadas mochilas cargueiras, as que você provavelmente está procurando saber…

Mochileiro de primeira viagem

2° Compartimentos: Analise as divisões da mochila. No caso de um mochilão, o mínimo que ele deve ter é três compartimentos: um grande central (para roupas) e dois menores nas extremidades (o de baixo para itens mais pesados, como calçados, e o de cima para itens leves e delicados). Atenção, muita atenção: verifique se o compartimento maior tem alguma outra forma de acesso sem ser pelo topo da mochila, um zíper frontal por exemplo. Você não vai querer tirar tuuudo pra fora só pra resgatar uma meia lá no fundo.

3° Resistência: A sua mochila não é um enfeite, é um investimento. Por isso não vá pela mais barata ou mais bonita porque ela pode te deixar na mão. Vire ela do avesso e veja se o acabamento e a costura são resistentes. O material (tecido) também deve ser à prova de “guerra”. Modelos quadriculadinhos não deixam um furo se transformar em um rasgo sem fim.

4° Teste: Vista a mochila pra confirmar que ela se encaixa bem ao seu corpo (costas e quadril). Ela deve ser mais estreita que seus ombros e não deve passar da altura da sua cabeça. Existem modelos especiais para mulheres com distância entre as alças diferente das feitas para homens. Alças de ombros e de quadril (barrigueira) acolchoadas garantem maior conforto.

Outras características interessantes:

1. Bolsos laterais: Ajudam a manter determinados itens à mão, mas podem atrapalhar a locomoção se forem muito volumosos.

2. Zíper duplo: É bom porque te permite cadear os compartimentos e proteger os seus pertences quando sua mochila for embarcada ou deixada no albergue (ou em qualquer canto).

3. Capa de chuva: Algumas mochilas vêm com uma capa de chuva acoplada que fica guardada num bolsinho exclusivo. Além de garantir a sua roupa seca, também pode ser usada como uma proteção a mais na hora de despachar a mochila. Eu fiz muito isso! Existem capas que podem ser compradas separadas (cerca de R$ 50, Conquista Montanhismo).

4. Mochila de ataque: Alguns mochilões vêm com um compartimento removível que pode virar uma mochilinha pra passar o dia, a chamada mochila de ataque.

Mochileiro de primeira viagem

Dicas de saúde:

1. Flexione os joelhos quando for levantar a mochila.
2. Levante-a com os dois braços sempre.
3. Distribua bem o peso dela pelo seu corpo ajustando todas as alças (ombros, peitoral e barrigueira) pra não sobrecarregar um só local.

Dica da Ju:

As minhas primeiras 24h de mochila foram hilárias! Passei muita vergonha nos aeroportos desvendando um jeito de coloca-la nas costas com todo aquele peso sem um apoio. Só dava eu rindo da minha própria desgraça! Minha dica é: teste em casa formas de vesti-la quando não tiver uma mesa, uma cadeira, um ombro amigo por perto. Depois de algumas vezes eu descobri uma maneira: eu levantava a mochila na frente do corpo pelas alças com os dois braços, colocava o joelho embaixo dela, girava o tronco e enfim colocava os braços pelas alças. Entendeu? Haha. Você vai achar o seu jeito.

Boa sorte!

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