Músicas para viajar

Músicas para viajar

Quem aí é fã do Canal Off? o/ E quem já desejou ter tooodas as músicas que trilham a programação? o/ o/ o/ Aham! Todo mundo, né?!

Se você não conhece o Off, saiba que ele é um canal de TV especializado em esportes de aventura que tem sempre uma trilha sonora bacanérrima no ar. Geralmente são músicas com uma levada zen que combinam muito bem com estrada, praia, pôr do sol… Mas às vezes são trilhas mais agitadas que dão uma vontade repentina de sair correndo e saltar de paraquedas.

Sempre que assisto o Off imagino como seria viajar embalada por estes sons. Quem já viajou sozinho sabe o quanto uma musiquinha nos ouvidos vai bem pra dar mais graça àqueles momentos especiais quando não temos ninguém pra interagir. A música parece que preenche esse vazio! Já no caso de quem viaja em galera, o som tem o feliz efeito de reunir ainda mais a turma… Num é não?!

Agora vem a boa notícia! O Canal Off disponibiliza a lista completa das músicas tocadas em cada episódio de seus programas através do site! É só entrar no link playlists e se esbanjar com as seleções.

Dá para ouvir os setlists direto no computador, tablet ou smartphone conectado à Internet ou, se tiver tempo (e dedicação), usar as pré seleções para montar a sua lista personalizada. Ou seja, vasculhar entre as trilhas já selecionadas por eles quais são as suas favoritas e criar a seleção que você quer que embale a sua viagem.

E aí, gostou da dica?! :)

Os feriados de 2014!

Calendário 2014

Já virou tradição aqui no blog trazer os feriados do ano! É sempre bom conferir com antecedência quando eles vão cair pra ver se conseguimos arquitetar algum projeto de viagem. Um feriadinho numa sexta, por exemplo, é sempre convite pra emendar com o fim de semana e passar um trio de dias fora. Que tal Campos do Jordão? Ou as cidades históricas de Minas? Três dias é um tempo bom pra viagens nacionais como essas – e eu ousaria dizer até pra cidades na hermana Argentina, como Buenos. Hmm… gostei da ideia!

2014 vem chegando e já é hora de destrinchar o calendário e pensar em como aproveitar bem o ano! Mês de abril é o queridinho da vez com dois feriados nacionais: um na sexta e outro na segunda que segue (que lindo!), que juntos com sabadão e domingo formam um belo de um feriado prolongado. Guarda essa data aí ma friend!

Fora este longo holiday, temos o Dia do Trabalho numa quarta-feira e o Natal e o Ano Novo também em dias da semana (se bem que esses nem contam). Os quatro outros feriados nacionais restantes ou caem num sábado ou num domingo. =/ Carnaval, Corpus Christi e vésperas das festas de fim de ano são pontos facultativos, o que significa que depende da empresa/órgão/instituição dar dispensa ou não.

Bora colocar novos planos no papel, people!

Como calcular o custo de uma viagem

Como calcular o custo de uma viagem

Pode esquecer, não existe fórmula mágica que entregue de mão beijada o custo de uma viagem. O que existe é pesquisa e papel e caneta na mão. Essa tarefa pode ser torturante pra uns, mas é a maneira mais fiel de chegar ao valor aproximado de quanto a brincadeira vai custar.

O orçamento é tão bobo quanto parece: precisa somar as despesas com documentação, transporte, hospedagem e um valor médio para gastos diários com alimentação, entradas em atrações, museus, compras de lembrancinhas e algumas extravagâncias pelo caminho.

Por onde começar? A grande dica é começar pelas despesas maiores, geralmente passagens e hospedagem. O próximo passo é estipular um custo diário tomando como base as características do destino – se é um lugar caro ou barateiro. Multiplicando este valor diário pela quantidade aproximada de dias que se pretende ficar e unindo tudo aos custos burocráticos de visto e afins conseguimos um orçamento próximo de quanto a viagem vai custar.

Beleza. A conta é simples, mas o grande problema é (você vai concordar comigo) saber como estipular esse tal de custo diário! Não é fácil mesmo. Um jeito é caçar na Internet como é o custo de vida do destino que você vai visitar pra ter uma ideia de preços das atrações e refeições.

No site da Lonely Planet você encontra essas informações se tiver tempo de vasculhar (site todo em inglês). É só digitar o nome do destino e ir navegando pela coleção de dicas de onde ir, o que fazer, onde comer e lá vai encontrar quanto custa tal passeio ou o valor de um prato num determinado restaurante. Por aí dá pra simular um dia na cidade e assim chegar a um valor médio.

Outra maneira legal (e menos trabalhosa) é entrar em contato com algum blogueiro brasileiro que já morou ou vive no destino. Sempre tem um disposto a ajudar! Joga um “brasileiro em …” no Google que a Internet te indica o caminho até ele.

Na época em que preparei o meu mochilão ouvi dizer que U$ 100 era um valor médio para gastos diários, fora passagens e hospedagem. Os meus dias viajando me mostraram que U$ 100 por dia até eram suficientes, mas deixavam aquela sensação de “vim até aqui pra passar vontade”? Por exemplo, eu podia muito bem matar a minha fome na Espanha com um lanche de rua, mas sentar num restaurante e pedir uma paella daria outro tempero à viagem. Sacou?! Hoje, então, eu indicaria U$ 200 por dia para ir embora sem remorsos, sendo que em um dia você pode gastar menos e no outro um pouquinho mais.

Bom, that´s it! Dicas envolvendo dinheiro são sempre muito subjetivas, mas espero ter dado uma luz pra quem não tinha ideia por onde começar. Boa sorte!

Como tirar passaporte? Passo a passo

Como tirar o passaporte

Post hoje super arroz com feijão, mas todo blog de viagens que se preze tem que ter. Então, bora lá!

Antes de qualquer coisa: Passaporte não se renova, sempre se tira um novo. Não importa se você já teve um, o procedimento para requerer um fresquinho será o mesmo se você fosse novato em exterior. O número do documento antigo vai ser descartado. Passaporte novo, número novo, vida nova!

Para tirar o passaporte comum, você vai precisar:

1. Separar os documentos. Veja aqui a lista deles.
2. Solicitar a emissão do passaporte. Clique aqui para preencher o formulário da Polícia Federal.
3. Pagar a GRU (Guia de Recolhimento da União), que será emitida após o preenchimento da solicitação. O valor atual da taxa é de R$ 156,07.
4. Comparecer ao posto da Polícia Federal escolhido com os docs, GRU paga e protocolo da solicitação em mãos. Em alguns postos a visita deve ser agendada, veja aqui se o posto da sua cidade exige agendamento.

Prontinho! Seu passaporte fica pronto em no máximo 6 dias úteis. A validade é de 5 anos.

Ficou com alguma dúvida? O site da PF tira todas elas.

A minha viagem de mochila

A minha viagem de mochila

Respira fuuundo que a história de hoje é das longas…

Era uma vez uma menina que foi junto com a mãe levar a avó na rodoviária. Ela viu dois jovens carregando mochilas enormes nas costas e, sem mesmo saber ao certo do que se tratava, falou: “mãe, é isso que eu quero ser quando crescer” kkk. E foi assim que a minha história com mochilão começou. E hoje eu resolvi contar pra vocês sobre a viagem de mochila que fiz entre 2008 e 2009 e que foi a grande incentivadora pra que eu criasse esse blog e descobrisse o meu rumo dentro da profissão de jornalista.

Como surgiu a ideia

Aos 15 anos de idade comecei a criar o desejo de conhecer a Austrália. Lia e relia muita coisa e me apaixonava cada vez mais pelo país. Devorava uma revista numa sentada. Era leitora assídua de um blog chamado “Operação Canguru – um maluco na Austrália”, que hoje acho que não existe mais. A minha vontade era passar uns dois anos bicho-grilando pelo país e depois voltar pro Brasil cheia de história pra contar (#vidaloka! kkk). Seria lindo se fosse fácil assim, mas com o tempo fui descobrindo que pra isso acontecer era preciso muito mais do que vontade.

A começar pela idade… A princípio eu queria fazer a viagem depois que me formasse no colégio. Quando essa hora chegou, eu com 17 anos não estava pronta pra encarar o mundão e meus pais menos ainda.

Outra questão era a forma de entrada no país… A Austrália controla muito o acesso e a permanência dos estrangeiros por lá. O visto de turista é bem enrolado de tirar e só permite a permanência por três meses. Pra ficar mais do que esse período é preciso estar matriculado em algum curso ou estar contratado por alguma empresa local. E eu não queria que nada nem ninguém me prendesse em uma só cidade. Queria ficar livre pra decidir como, quando e por onde turistar.

E, por fim, claro: grana! Precisava juntar dinheiro.

E então, enquanto o tempo foi passando, fui trabalhando, acostumando os meus pais com a ideia e amadurecendo o jeito de realizar esse sonho. Entrei para a faculdade de jornalismo e aí sim, com a cabeça mais no lugar e poupança sendo feita, planejei que faria a viagem para a Austrália sozinha e de mochila depois que terminasse os estudos.

Como me preparei

Comecei a juntar dinheiro desde o meu primeiro estágio aos 18 anos. O primeiro troco que guardei foi R$ 30, lembro até hoje! E lembro também que minha mãe me incentivava com a frase manjada e personalizada por ela que tanto me deu força “de grão em grão a galinha enche o papo e de moeda em moeda a Juliana vai pra Austrália”. Hehe. Fofa, né?!

Resolvi que entraria na Austrália com o visto de turista e depois, já lá dentro, tentaria outro jeito de estender a permanência (por mais que isso não viria a acontecer).

Continuei pesquisando sobre o país e sobre viajar sozinha e quando terminei a faculdade, com meus 22 recém feitos, sabia de cor e salteado tudo o que precisava. Estava segura, confiante e querendo muito colocar em prática tudo que aprendi em anos de planejamento.

No início de 2008, com passagem para Sydney já comprada para março, passaporte, vacinas e visto prontos, recebi um convite que iria incrementar ainda mais a minha viagem. Fui convidada por um amigo a aproveitar a saída do Brasil e trabalhar em um bar na Espanha durante a temporada de verão na Europa antes da chegada na Austrália. Adiei então em mais uns meses a ida para a Austrália, inclui a Europa no meu roteiro e parti em junho de 2008 para a viagem dos meus sonhos.

O roteiro

O planejamento inicial era ficar seis meses fora: 3 meses na Europa e 3 na Austrália. Saí do Brasil com as passagens intercontinentais compradas: América do Sul-Europa | Europa-Oceania | Oceania-Europa | Europa-América do Sul. Já tinha data de saída e chegada de cada lugar (mesmo que a última passagem – a de retorno para o Brasil – fosse depois adiada em mais dois meses). O grosso do roteiro era esse, agora o que eu faria com o recheio da viagem só seria programado no decorrer do mochilão.

Trabalhei então durante dois meses como bar-tender na ilha de Menorca, na Espanha. Foi uma experiência incrível! De lá, dei início à viagem pela Europa que duraria um mês. Comecei com uma semana de roteiro já planejada e o resto fui decidindo com o passar dos dias. Fiz então: Barcelona, Madrid e Toledo, na Espanha; na França, Paris; na Holanda, Amsterdã; na Alemanha, Berlim; e na Itália, Roma e Florença.

Já com três meses na estrada, peguei o esperado voo pra Austrália com direito a chororô a bordo kkk. Cumprindo as regras do visto de turista, fiquei dois meses em Sydney (a ideia era ficar uma semana! Pensa se não gostei de lá?!) e mais um mês viajando pela costa leste do país. Foi o auge do mochilão!

Prestes a encerrar a viagem, uma conversa por telefone com o meu pai me instigou a aproveitar que estava na Oceania e conhecer também a Nova Zelândia. Rolou uma mensagem de coragem “Você tá aí do lado e não vai saltar de bungy jump?” e um paitrocínio muito bem-vindo. E lá fui eu passar 18 dias na Nova Zelândia.

Enfim, a direção da viagem retomou o rumo para o Brasil. No caminho, parei ainda 20 dias em Cingapura e fiz um dia intenso de passeio em Londres enquanto esperava o voo da escala.

Blog ‘ju comparin – uma brazuca na estrada’

Criei um blog antes de viajar com a intenção de manter a minha família avisada sobre o curso da viagem e garantir o sono da minha mãe. Quase todos os dias à noite tinha um encontro marcado com o notebook que carreguei durante toda a viagem nas costas pra contar um pouquinho do meu dia e postar algumas fotos. A família ficou informada e o legal foi que outras pessoas que não me conheciam também começaram a seguir o blog e me mandavam mensagens de incentivo ao longo da viagem. Me sentia uma celebridade da net kkk! Quem quiser conhecer clica aqui.

Sonho realizado

Difícil resumir em um parágrafo tudo o que essa viagem significou, mas como eu escrevi no último post do blog do mochilão: “De tudo que vi e vivi ficam a vitória da realização de um sonho, lembranças de momentos mágicos e lugares surpreendentes, amizades curtas porém intensas e o sentimento único de gratidão pela oportunidade tida”.

E essa é a história do meu primeiro mochilão, people! O que eu mais quero com esse post é incentivar quem tiver um sonho, seja ele fazer uma viagem, casar ou comprar uma bicicleta, a encará-lo até o fim. A recompensa vai muito além do que a gente imagina.

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