Templo hindu em Cingapura? Visite o Sri Mariamman Temple

Sri Mariamman Temple

Esse é o Sri Mariamman Temple, o templo hindu mais antigo de Cingapura (existe desde 1827). Ele não fica no bairro indiano como alguns pensam, mas no bairro chinês, o Chinatown. A torre da fachada, cheia de esculturas de deuses mitológicos coloridos, se destaca fácil entre os prédios mais, digamos, tradicionais da vizinhança.

Assim como em todo templo hindu, os calçados ficam na entrada. Lá dentro, imagens de deuses com vários braços, cabeças e olhos arregalados estão no teto, nos altares, nos corredores, na imaginação kkk… Se é assustador? Seria se não fosse tão interessante! Não digo que o lugar me transmitiu paz (inclusive tive taquicardia na primeira vez que entrei lá!), mas transitar por um lugar cheio de misticismo é pra mim demais de instigante.

Sri Mariamman Temple

O templo é um dos mais importantes locais de culto e adoração pros hindus que moram em Cinga e, por isso, sempre tem movimento. O Festival Theemithi, aquele em que os devotos caminham sobre as brasas, acontece lá dentro entre os meses de outubro e novembro. Turistas por lá nessa época do ano: atenção pra não perder, hein?!

Sri Mariamman Temple

Como chegar?
De metrô: Estação Chinatown
De táxi: 244 South Bridge Road (ou só falar ‘o templo hindu do Chinatown’)

Horário de funcionamento?
Diariamente das 7h às 12h e 18h às 21h

Entrada?
Gratuita

Vale lembrar…
Tirar os calçados, manter o silêncio e não atrapalhar os rituais não é pedir demais, né?!

St Mary´s Cathedral, a Catedral de Santa Maria em Sydney

St Mary's Cathedral, Sydney

St Mary's Cathedral, Sydney

St Mary's Cathedral, Sydney

Eu não posso ver uma igreja, um templo, uma mesquita que quero entrar. Esses lugares me fascinam! Não só pela paz que transmitem (até porque nem todos que visitei me transmitiram paz), mas pelo fato de que você nunca vai encontrar um lugar igual ao outro no mundo. A arquitetura, os sinos, as imagens serenas ou assustadoras, os altares ou a ausência deles, a decoração… O conjunto disso tudo faz com que cada cantinho desses seja único e te traga sensações que você só vai experimentar ali. E essa possibilidade me encanta!

Eu sou católica e me identifico muito com a minha religião, mas isso não me impede de admirar outros espaços que também buscam o bem. Num é? A partir de agora vou trazer pro blog fotos de locais de oração que visitei e compartilhar com vocês um pouco da fé pelo mundo.

Essa de hoje é a Catedral de Santa Maria (St. Mary´s Cathedral), em Sydney. Uma igreja católica grandiosa que fica no centrão da cidade. A catedral representa a origem do catolicismo na Austrália porque no mesmo lugar onde ela está hoje foi construída no passado a primeira capela do país. A catedral foi fundada em 1868 e é um belo exemplo de arquitetura neogótica.

Festival das Cores no Brasil: o que é, quando vai ser e como vai funcionar?

086 - Festival das Cores

Há poucos dias eu comentei que era doooida pra participar do Holi, o Festival das Cores, na Índia. Essa semana (com um mega delay) descobri que não é só na Índia que o Holi acontece, ele é febre no mundo inteiro. O melhor disso é que o Brasil também entrou na mania e vai realizar o primeiro Festival das Cores esse ano! \o/\o/\o/ Vai acontecer no mês de setembro, em São Paulo, com data e local ainda a confirmar.

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As religiões de Cingapura e os seus bairros étnicos

Gente, eu tentei… Tentei escrever um post geralzão sobre Cingapura e tudo o que ela tem de bom, mas achei crueldade ter que resumir atrações de um país tão interessante só para caber em um único post. Decidi então explorar Cingapura lentamente pra gente ir se deliciando com as imagens e curiosidades desse lugar especial sem pressa e sem moderação.

Pra abrir então a série trago hoje as religiões de Cingapura e os seus bairros étnicos, fatores que fazem do país um destino super exótico de se conhecer! A intenção aqui não é entrar nos detalhes de cada religião, mas mostrar pra quem vai visitar Cingapura como explorá-la em seu melhor.

Em Cinga (para os íntimos kkk), enquanto se anda pela rua se vê ao mesmo tempo um monge careca vestido com sua roupa laranjada atravessando a rua, uma muçulmana de burca comprando um sorvete e uma família indiana inteira emperiquitada pegando metrô. É uma misturaiada de religião que enche as ruas de colorido e deixa um quê todo exótico no ar. Adoooro!

O censo de 2010 do país indica que budistas, taoistas, islâmicos e hindus representam juntos 62% da população local enquanto 38% é formado por cristãos, ateus e seguidores de outras religiões. Essa identidade multi-cultural do país não fica só nos rostinhos diferentes e vestimentas tradicionais não, está na culinária local, nos festivais anuais, nos templos, mesquitas e mosteiros que decoram e dão vida às ruas da cidade.

Ao que interessa…

Se você tem pouco tempo em Cinga e não pode se dar o luxo de fazer um tour aprofundado na religião local, a melhor forma de ver de perto estas culturas é visitando os bairros chinês (Chinatown), indiano (Little India) e árabe/malaio (Arab Quarter). As estações do metrô Chinatown, Little India e Bugis Junction levam até os respectivos distritos.

Programa-se para passar pelo menos um período do dia (manhã ou tarde) em cada uma das regiões e deixe-se levar pelo clima que move cada ambiente. Sinta o cheiro forte de incenso, veja os rituais de fé manifestados dentro e fora das casas de oração e prove o tempero de cada gastronomia. É possível entrar nos templos e mesquitas desde que se cumpra as exigências de cada religião (com sapato, sem sapato, com túnica…). Pare, veja, sinta. Esta sim é uma verdadeira viagem… Não é não?!

Festivais…

Se você tiver sorte (ou se programar) pode pegar algum evento do calendário acontecendo e acompanhar as festividades de cada comunidade.

O Ano Novo Chinês não tem uma data exata, mas acontece sempre entre final de janeiro e meados de fevereiro. Em 2013, por exemplo, vai cair no dia 10 de fevereiro. É uma festa grandiosa do povo chinês que dura 15 dias para agradecer as graças do ano que passou e celebrar os valores familiares. Para nós, curiosos, é uma festa de cores e música (ópera chinesa…) bonita e alegre. No 15° dia de comemoração é realizado o Festival das Lanternas, quando lanternas de papel são acendidas com fogo até se encherem de calor (como balões) e subirem céu afora iluminando a noite. Em Cinga esta festa acontece no Chinese Garden, vale a pena assistir!

O Hari Raya Puasa é o principal evento do calendário muçulmano e comemora o fim do Ramadã, mês sagrado em que os fiéis praticam o jejum e buscam fortalecer valores de fé, caridade e família. A festividade dura três dias e é um período que as ruas ficam iluminadas e ganham ainda mais cores e sabores. Em Cingapura, os visitantes podem assistir às apresentações culturais e provar pratos feitos especialmente para a ocasião nos arredores dos bairros malaios Geylang Serai e Kampong Glam. Em 2013 o fim do Ramadã vai cair no dia 8 de agosto.

Na cultura hindu, a lista de festivais no ano é extensa. Dos eventos que conheço, o que mais me impressionou foi o Thaipusam, que já falei e postei muitas fotos neste post aqui. Também é colorido como os outros e traz mensagens de fé e esperança, mas não tem nada de leve e alegre! É pesado e chocante, mas ainda assim super interessante de assistir. Em 2013 vai cair no dia 27 ou 28 de janeiro!

Chega de falação, fotos pra que te quero…

Bairro chinês:

Religiões de Cingapura Chinatown

 

Bairro árabe:

Religiões de Cingapura Arab Quarter

Bairro indiano:

Religiões de Cingapura Little India

Até a próxima da série Cingapura!

Thaipusam, ritual hindu de penitência e devoção

Prepara o estômago porque as imagens de hoje são fortes! O que você vai ver aqui são cenas de um ritual de fé e coragem que impressionam qualquer turista desavisado.

Thaipusam

Esse é o Thaipusam, um ritual hindu que os tâmeis (um grupo étnico nativo do sul da Índia) realizam em honra ao Lorde Murugan, que representa virtude, juventude e poder para o hinduísmo. Acredita-se que Murugan, filho do deus Shiva e da deusa Pavarti, ganhou de sua mãe uma lança para combater um demônio e vencer o mal. “O.O”

É um festival realizado todos os anos durante a lua cheia do décimo mês do calendário tâmil, que cai entre janeiro e fevereiro nosso. O Thaipusam acontece nos países onde a comunidade tâmil é maioria, como Índia e Sri Lanka, e também em países onde o grupo tem uma representação significativa, como nas Ilhas Maurícios, Malásia e Cingapura.

Thaipusam

O ritual começa cedo pela manhã quando os homens, representando suas famílias, são preparados para a procissão. Em um ambiente hipnotizante, ao som de cantos e rezas e tambores, os corpos são fincados com lanças e ganchos sem que uma gota de sangue vá ao chão. Nos ombros eles carregam os Kavadis, estruturas de madeira ou ferro decoradas com flores e penas de pavão (o veículo do deus Murugan).

Thaipusam

Um mês antes do Thaipusam estes homens entram em jejum e seguem uma dieta vegetariana para se prepararem para o ritual. Acredita-se que só com a mente livre de ganância material e o corpo livre de prazeres físicos é que o devoto pode suportar o ritual sem sentir dores, entrando em transe. Oh my!

Thaipusam

O restante dos homens, mulheres, idosos e crianças também participam da procissão levando frutas, flores e leite para oferecer ao deus na chegada ao templo. Todos estão lá em busca de bênçãos, cumprimento de promessas e agradecimento à graças atendidas.

Enfim, há muuuita informação sobre o Thaipusam na Internet e muitas histórias controversas. Fora a lenda do deus Murugan (que pesquisei), o que descrevi aqui foi o que vi e senti assistindo ao ritual. Se por acaso alguém tiver outra informação pra compartilhar, manda bala!

Como cheguei até o Thaipusam…

Eu tive a oportunidade de assistir a este inteeenso ritual duas vezes em Cingapura. Estas fotos são do ano de 2009, quando pra minha sorte eu estava lá pra presenciar essa chocante manifestação cultural outra vez depois de dez anos.

No dia 7 de fevereiro de 2009, um dia anterior à procissão, eu estava perambulando pelo bairro indiano em Cingapura, a Little India, quando conversando com o vendedor de uma loja descobri que o Thaipusam aconteceria no outro dia. Na manhã seguinte, no meio da multidão, encontrei o meu amigo tocando tambor que, de longe, me cumprimentou com a cabeça e seguiu sério cantando.

Assisti tudo em silêncio e tentei registrar o que pude com a máquina e com o coração. Sem dúvida foi a coisa mais forte que já vi.

No ano que vem, 2013, o Thaipusam vai cair no dia 27 ou 28 de janeiro. Alguém aí ficou afim?

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