Guia completo para visitar Menorca

Mapa Ilhas Baleares

A ilha de Menorca (ou Minorca) faz parte do arquipélago espanhol das Ilhas Baleares junto com Ibiza, Maiorca e Formentera. É um daqueles paraísos de praia azul turquesa e estilo dolce-vita de viver do mediterrâneo, sabe? Aqui no blog já rolaram vários posts sobre os cantinhos especiais da ilha, mas ainda faltava trazer um guia completo pra quem tem mais curiosidade sobre o lugar. Se você tem planos de viajar pra lá (ou ficou se coçando pra saber mais), segue lendo!

Raio-x de Menorca

Menorca é a mais sossegada e a segunda maior ilha do conjunto das Baleares. Tem 53 km de largura e aproximadamente 700 km² de área. A população da ilha é de 94 mil habitantes (censo de 2010) e a moeda local, o euro. Lá, fala-se espanhol e também catalão, mas os locais têm ainda o seu próprio dialeto: o catalão menorquino, uma variação do catalão. Pra mim, é bonito e incompreensível! Com um espanhol arranhado ou até mesmo com inglês dá pra se virar bem.

A ilha tem oito divisões administrativas: Ciutadella, Ferreries, Es Migiorn Gran, Es Mercadal, Alaior, Sant Lluís, Es Castell e Maó (ou Mahon). O município de Maó é a capital e Ciutadella, a capital antiga e também um ponto importante da ilha.

Mapa Menorca

Um pouco de história

Menorca tem indícios de ter sido habitada na pré-história. Cavernas, tumbas e monumentos de pedra ainda presentes na paisagem local indicam que lá viveram povos primitivos acredita-se que entre 4.000 a 400 a.C. (entre Idade da Pedra Polida e Idade do Bronze).

Caverna Menorca

Ainda a.C, Menorca foi habitada pacificamente por Fenícios e Gregos atraídos pela localização favorável no mediterrâneo para expandir os negócios. Outra civilização nem tão pacífica assim, a Cartaginesa (ou Púnica), chegou depois e alistou os melhores homens da ilha para lutar nas Guerras Púnicas contra Roma.

Em 123 a.C, os romanos conquistaram Menorca e lá se estabeleceram até mais ou menos metade do primeiro século d.C. De lá adiante, resumidamente, Menorca passou pela mão do Império Bizantino, dos Árabes, se tornou independente, voltou a ser dominada, fez parte do Reino de Aragón, Reino de Espanha, foi dominada pelos ingleses, franceses e franco-espanhóis até que em 1802 a ilha foi definitivamente entregue à Espanha. Ufa!

Quem tiver interesse em saber mais detalhes da história de Menorca, neste link aqui tem tim-tim por tim-tim (em espanhol).

As praias da ilha

As praias são as verdadeiras jóias de Menorca! São mais de 100 pedacinhos de costa pra explorar. Cada praia ou enseada tem o seu tom de azul ou verde ou, às vezes, todos os tons harmoniosamente misturados. A areia do sul da ilha é predominantemente branca e fininha, enquanto a do norte é mais grossa e escura, mas não por isso menos acolhedora (a Cala Pregonda que o diga!). Algumas das praias mais populares são Macarella e Macarelleta, Cala en Porter, Cala En Turqueta, Son Tomas, Cavalleria e Cala Mitjana. Outras fantásticas são a Cala Morell, Sa Mesquida e Cales Coves.

Vale lembrar que são poucas as beiras de praia que oferecem alguma estrutura de quiosques, então é bom ir com a mochila abastecida. Ah, e como boa parte da ilha é protegida ambientalmente, canelar um pouquinho é comum, já que os estacionamentos são afastados.

Cala Pregonda Menorca

Comes e bebes

Como boa ilha no mediterrâneo, os frutos do mar são o carro chefe. A caldereta de langosta é um prato típico, assim como a paella negra. O queijo de Maó, os embutidos e os pães doces que saltam aos olhos das vitrines das patisseries também são característicos de lá. Bons restaurantes estão espalhados por toda a ilha. Alguns famosos são o Es Pla e o Es Cranc, ambos na vila de pescadores nada pobre de Fornells; o Windmill Restaurant e o Ca n’Olga em Es Mercadal; e o Son Granot em Es Castell.

A bebida típica de Menorca é a pomada, um drink feito com um gin local, o Gin Xoriguer, e suco ou refrigerante de limão. Um sucesso!

Las fiestas e vida noturna

Durante o verão, as vilas de Menorca promovem fiestas populares que viram a noite. Locais e turistas enchem as ruas para assistir a desfiles de cavalos e, claro, beber muita pomada. A fiesta mais popular é a de Sant Joan promovida por Ciutadella, que abre a temporada dos fins de semana festivos.

Balada não é o forte de Menorca, mas dois lugares merecem destaque: a Cova d’en Xoroi, uma boate que fica dentro de uma caverna na beira de um penhasco (de dia é um mirante sensacional), e a Space, a versão menorquina da baladona de Ibiza.

Como se locomover

Existe uma linha de ônibus principal, a Transportes Menorca. Ela circula pelo centro da ilha interligando os municípios de Ciutadella, Ferreries, Es Mercadal, Alaior e a capital Maó a algumas praias do sul. Neste link aqui você encontra todos os horários e rotas que a companhia faz. O big problema é que o ônibus não chega aos lugares mais especiais da ilha, o que torna a escolha pelo ônibus um tiro no pé.

O meio de locomoção mais indicado para explorar Menorca é de carro. Empresas como a Hertz, Europcar e Avis estão presentes por lá e entregam o carro alugado no aeroporto. De lá adiante, você só vai precisar de um mapa e da Permissão Internacional para Dirigir (veja aqui como tirar).  As estradas são ótimas de trafegar (são europeias, né?) e o visual tanto da costa quanto do interior rural são belíssimos. Ah, é bom fazer a reserva do carro com antecedência!

A terceira opção é o táxi, escolha certa para quando for beber uns bons drinks. Lá a lei seca funciona!

Quando ir

A alta temporada em Menorca vai do fim de junho a início de setembro, sendo que as duas primeiras semanas de agosto são as mais lotadas – e também as melhores pra quem gosta do calorão. Os hotéis geralmente ficam abertos entre os meses de abril a outubro.

Como chegar

Saindo da Espanha ou das ilhas vizinhas Ibiza e Maiorca se chega a Menorca de avião ou de barco.

Onde dormir

Como a ilha é pequena, o melhor é estabelecer base em um só lugar independente da quantidade de dias que for ficar. Maó e Ciutadella são áreas mais turísticas e, por isso, mais lotadas. Para curtir o ambiente tranquilo de Menorca, eu sugiro se hospedar fora da muvuca. Cala en Porter, por exemplo, tem boa infra-estrutura e sossego ao mesmo tempo.

Há a opção de ficar em hotel, apart-hotel, apartamento, vila, casa rural, albergue e até camping. Se a sua estada for mais longa, o ideal é alugar um imóvel de temporada e aproveitar o ar do mediterrâneo como os locais. Este site aqui traz várias opções de hospedagem.

É bom saber…

A eletricidade em Menorca é de 220 V.

A água da torneira não é própria para consumo. Comprar galões nos supermercados e deixar no local onde ficará hospedado é uma boa maneira de economizar.

Por lá o nudismo é permitido. Não se assuste com os peladões e respeite o costume local.

Mais informações sobre Menorca podem ser encontradas nos sites Disfruta Menorca e Visit Menorca.

Como eu fui parar lá?

Eu passei uma temporada de dois meses em Menorca no verão de 2008. Não fui a passeio, fui a convite de um amigo trabalhar em um bar na Playa de Fornells, o bar Okapi. Trabalhava como bartender à noite e explorava a ilha de dia. Foi fantástico!

Bar Okapi Menorca

Turista por um dia em Brasília

Turista por um dia em Brasília

Há algumas semanas atrás – mais precisamente no fim de semana da final da Copa do Mundo, estive em Brasília pra assistir Brasil e Holanda. Eu já havia contado aqui sobre o jogo e aqui sobre a experiência de ficar hospedada no mesmo hotel que a nossa seleção, mas faltava ainda o post sobre o meu dia turistando pela cidade. Cadê dona Juliana?! Resolvi intercalar este que faltava com outros de assuntos variados pra evitar uma overdose de Brasília no blog. Passados alguns dias, agora sim, está aí a minha passagem relâmpago pela capital federal!

Fiquei menos de 24 horas em Brasília! Cheguei na cidade sábado de manhãzinha e embarquei de volta pra Campo Grande na madruga de domingo. Com o jogo tomando praticamente a tarde inteira de sábado, só restaram as horinhas da manhã pra dar uma circulada. De táxi, fui até o Eixo Monumental, o popular “corpo do avião” conforme o desenho do projeto de Brasília. É nesta área que ficam os prédios do Governo Federal e outros monumentos históricos da cidade, como a Catedral Metropolitana de Nossa Senhora Aparecida (ou apenas Catedral de Brasília) e o Memorial JK, museu dedicado ao ex-presidente.

O passeio foi express mesmo! Só deu tempo pra apreciar os traços arquitetônicos de Oscar Niemeyer e caminhar pelas longas quadras que unem as obras do Eixo. Na noite de sábado, #mortacomfarofa, conheci ainda o Pontão do Lago Sul, uma área de lazer super charmosa de Brasília que reúne restaurantes, barzinhos e quiosques a beira do Lago Paranoá. Vale demais a visita!

Foi rápido, mas foi bom. :) Até a próxima, Brasília!

Veja outras viagens bate-volta que já contei aqui no blog:

Bate-volta em Haarlem
Uma cidadezinha palaciana chamada Potsdam
24 horas em Ilhabela
Londres em um dia

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Um passeio pelas ruas de Queenstown

Disputadíssima por brasileiros em busca de um destino para fazer intercâmbio, Queenstown é uma das cidades mais visitadas de toda Nova Zelândia. Ela fica na Ilha Sul do país e seu combinado de atrativos jovens é o motivo que leva tantos brazucas irem parar lá: esportes radicais, vida noturna agitada e infra-estrutura de “cidade grande”.

Cidade grande entre aspas porque Queenstown é bem pequena. O trânsito é tranquilo – quase não se vê semáforos, muitas ruas são exclusivas para pedestres e o cenário ao pé da montanha valoriza o clima de sossego no ar.

Queenstown NZ

O lago Wakatipu que banha a cidade é o mais longo da Nova Zelândia com 84 km de comprimento. Formado por um processo glacial, a água é cristalina!

Queenstown NZ

O pier é uma área super agradável pra passear, com barzinhos e cafés margeando o contorno do lago. Dar uma pausa na pernada pra tomar um cappuccino ou uma taça de vinho de frente pros Alpes é uma decisão inteligente!

Queenstown NZ

Vale a pena pegar carona nesse bondinho e ver Queenstown lá do alto! A parada no topo do morro tem restaurante, lojinha de souvenir e um anfiteatro que exibe shows de música e dança Maori – o Haka. Essa última atração é uma super oportunidade pra conhecer mais sobre a cultura dos aborígenes locais. Atenção: tem que reservar! Eu fui e adorei… Outro dia conto mais.

Queenstown NZ

Nessa foto a cidade parece pulsar bem mais! Seu grande atrativo, os esportes de aventura, contrastam com o ritmo mais despreocupado de quem vai pra lá só pra relaxar. Escolha entre saltar de um avião, de uma ponte, fazer rafting, trilhas a pé ou de bike, esquiar, andar de 4×4 ou todas as alternativas anteriores. Foi lá que eu saltei de bungee jump! Eu contei como foi neste post aqui.

Queenstown NZ

Depois de um saltinho de paraquedas aqui, umas comprinhas alí, é hora de explorar o extenso menu da cidade. Mais de 150 restaurantes, de finos a take aways, vão recarregar as suas energias pra mais um dia em Queenstown. O Pier 19 é parada obrigatória!

Queenstown NZ

Se você ficou com gostinho de quero mais, entra no site oficial de Queenstown e conheça tudo mais de bom que essa perolazinha da Nova Zelândia oferece! Se resolver viajar pra lá, lembra de mim hein?! Fico feliz com um melzinho neo-zelandês kkk.

Veja também Um passeio pelas ruas de Berlim

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