Afinal, existe algum adaptador de tomadas realmente universal?

Adaptador de tomadas Universal

A resposta, que eu saiba, é não. Se eu estiver errada, por favor me corrija. Pelo que já passei e pesquisei, por mais top da galáxia que o adaptador pareça ser sempre descobrem uma bendita tomada no mundo incompatível com ele. O da Road Warrior, por exemplo, faz mil e uma combinações, mas não atende a uma das entradas da África do Sul. O World Adapter Pro+ da Skross não funciona no Japão.  O da Conair, amado por uns e odiado por outros, parece não encaixar muito bem na Austrália e Nova Zelândia.

A verdade é que se você algum dia chegar num hotel e se der conta que seu super master blaster adaptador universal não é compatível com a tomada local, não se sinta o único ser injustiçado no planeta. De viajantes que passam por isso o mundo está cheio. Eu vivi essa experiência quando cheguei na cidade de Airlie Beach, na Austrália. De lá, eu sairia para passar três dias a bordo de um barco conhecendo a Grande Barreira de Corais. E a-go-ra?! Como carregar a máquina fotográfica?! Sem ela eu não sou ninguém! Saí do albergue desesperada atrás de um mercado, uma lojinha, uma barraca de adaptadores enviada por Deus e… tcharã! Achei um compatível numa conveniência de um posto de combustível. Mil vezes ufa!

Mas então, como saber qual comprar?

A melhor maneira de prevenir esse susto é conhecer a tomada do destino antes de viajar. Detalhe: alguns lugares possuem mais de um tipo. Neste link aqui você encontra uma lista com as entradas respectivas de cada país.

Sabendo disso, há duas opções:

  • Comprar um adaptador “universal” compatível com as entradas do país que você for visitar – e que poderá ser aproveitado em outras viagens;
  • Ou comprar um adaptador menorzinho que atenda a necessidade do momento: que tenha a entrada correta para receber os pinos do(s) seu(s) aparelho(s) e que tenha a saída adequada para encaixar nas tomadas do país em questão. Esta opção permite que você leve na bagagem um adaptador leve e que não ocupa espaço ao invés de um grande e pesado. Uma ideia é ter um kit de vários desses pequenos em casa, como este aqui, e quando for viajar levar somente o que for útil para a ocasião.

Tem gente, ainda, que prefere comprar o adaptador quando chega no destino. Eu não sou dessas, prefiro viajar tranquila com o meu garantido na mala.

Além da questão física das tomadas, existe ainda o problema da voltagem diferente… Sobre este assunto falamos numa próxima vez. ;)

Você no TDE: Madri – do futebol à religiosidade

Você no TDE Lavinia Bianchi

Essa loira bonitona enfeitando o blog hoje é Lavinia Bianchi, jornalista natural de Sampa e leitora do Terminal de Embarque. Ela recentemente esteve em Madri e quis compartilhar a viagem que fez com a gente contando sua experiência para o Você no TDE! A Lavinia também tem um blog, o Femininas.etc, onde fala de assuntos variados do universo da mulher. Antes de passar lá pra conhecer, rola o mouse aí pra baixo pra saber o que ela mais curtiu visitar nesse tour pela capital espanhola.

 

texto e fotos Lavinia Bianchi

“Sempre quis conhecer diversas cidades europeias e Madri era uma das que mais sonhava visitar, pensando em toda sua tradição religiosa, sua arte e também os times de futebol que encantam o mundo todo nos campeonatos. O idioma não foi um grande problema para mim, uma vez que fiz um curso de espanhol quando mais nova e isso me ajudou muito na hora de me comunicar por lá.

Com seus castelos e igrejas, Madri conquista qualquer garota que um dia já sonhou ser princesa. A arte transpira na cidade, com museus e inúmeras exposições artísticas, além de uma culinária riquíssima, com pratos saborosos e doces que dão água na boca.

Religião a vista

Catedrais majestosas e imponentes destacam-se na arquitetura da cidade, assim como prédios majestosos que contracenam com outras construções mais modernas. A religião predominante na Espanha é a católica e as principais igrejas na cidade são:

  • Catedral de Almudena
  • Catedral de Zamora
  • La Colegiata de San Isidro
  • Basilica Nuestra Señora de Atocha
  • Igreja del Sacramento

Por lá, a religião é levada a sério e a devoção é uma marca registrada do povo. Por exemplo, as pessoas costumam “comemorar” o dia de seu santo, o padroeiro de seu nome. Não à toa, um dos nomes mais comuns para mulheres em Madri é Almudena, a santa padroeira da cidade. Para descobrir o dia de santo, acesse o Santoral, o calendário de santos católicos.

Futebol e culinária

Além do aspecto religioso, Madri possui diversos cafés e restaurantes deslumbrantes, possibilitando comida boa em qualquer esquina. O restaurante mais antigo do mundo fica lá: o Sobrino de Botín foi criado em 1725 e consta no Guiness Book, o livro dos recordes. Na Espanha como um todo é comum o uso de especiarias na preparação da comida, especialmente o azeite, o alho e a cebola.

A comida espanhola é saborosa e desperta saudades, mas um dos momentos mais emocionantes da viagem para mim foi visitar o Santiago Bernabéu, estádio do Real Madrid. O suntuoso campo já foi palco de inúmeras partidas acirradas, envolvendo os maiores clubes europeus e estar ali causa arrepios.

O estádio foi inaugurado em 1947 e atualmente possibilita que mais de 81 mil torcedores assistam às partidas. Além do Campeonato Espanhol e de diversas partidas da Champions League – o maior campeonato europeu de futebol -  o estádio também participou da Copa do Mundo de 1982, realizada na Espanha. Na ocasião, a campeã foi a Itália, após fazer 3 gols na seleção da Alemanha ocidental.

Desde 2005 o templo do futebol é considerado um dos melhores do mundo, contando com o ranking de 5 estrelas concedido pela FIFA. A visita ao local vale a pena não só para os fanáticos por futebol.

Madri é uma boa opção de viagem para qualquer pessoa, uma vez que garante diversão para todos os gostos.”

Cap de Cavalleria, Menorca

Cap de Cavalleria

Cap de Cavalleria

Cap de Cavalleria

Cap de Cavalleria

Cap de Cavalleria é o ponto mais ao norte de Menorca (Ilhas Baleares, Espanha). Fica no finalzinho de um pedaço de terra que se estende até cerca de 4 km do resto da ilha, como um braço. Neste mapa aqui dá pra entender bem essa localização. A área é inabitada e bem remota, mas é um pit stop interessante pra quem estiver passando de carro pela região.

A paisagem é dramática, bem diferente das praias de água azul turquesa que costumo mostrar aqui no blog. Rochas, cavernas, mar mais revolto e pouca vegetação. Lá tem um farol do século 19 e um museu, o Ecomuseu de Cap de Cavalleria, que exibe vestígios arqueológicos da cidade romana de Sanisera estabelecida ali no primeiro século a.C, um dos melhores testemunhos da permanência romana em Menorca. Vale a visita!

Veja outros posts de Menorca:
Menorca: quatro praias de cair o queixo
Cala en Porter, mais uma de Menorca
Playa de Cavalleria e Cala Torta, Menorca
Cala Morell: enseada rochosa em Menorca
Cova d’en Xoroi: Menorca do sunset ao amanhecer
Macarella e Macarelleta, Menorca
Praias de Menorca: beleza e quietude

Siga o Terminal de Embarque nas redes sociais:
facebook.com/TerminalDeEmbarque

twitter.com/tedeembarque
http://instagram.com/terminaldeembarque

Hotel review: Brasília Palace

Como contei no post anterior (what?! você não leu? clica aqui!), neste último fim de semana estive em Brasília pra assistir a decisão do 3º lugar da Copa do Mundo. Saudações laranjas, aliás ¬¬. Fiquei hospedada no Brasília Palace Hotel de sábado pra domingo e, apesar da correria (deixa mala no hotel / sai pra turistar / volta pra fazer check-in / sai pro jogo / volta do jogo / sai pra comer alguma coisa / volta / dorme 2h / vai embora), consegui ver um pouquinho de tudo que o hotel tem de bom.

O Brasília Palace foi projetado por ninguém menos que Oscar Niemeyer e foi fundado em 1958 por Juscelino Kubitschek. Em frente ao hall de entrada a réplica de um carro antigo utilizado pelo Presidente enfeita a varanda (ops! não tirei foto). Outros toques de antiguidade também podem ser vistos na recepção do hotel, como poltronas do tempo do êpa e um telefone amarelo ovo daqueles que disca girando em bom funcionamento.

Os detalhes clássicos param por aí, porque o resto do hotel é bem moderno e novo. Quarto e banheiro amplos e com padrão executivo, área de lazer com uma piscinona e, pra fechar, acesso à margem do Lago Paranoá. Pena ter ficado tão pouco…

Falando nisso…

Por ajudinha do destino, o Brasília Palace também hospedou a seleção brasileira neste mesmo fim de semana. Chegando no hotel já era fácil notar um movimento diferente rolando por ali. Carros de polícia, fãs fazendo vigília na grade, jornalistas entrando ao vivo aos montes e bandeira da Fifa hasteada junto com a do Brasil. Toda vez que chegávamos no hotel de táxi nosso carro era tomado de meninas ao redor pedindo #peloamordedeus pra entrar junto com a gente. No mínimo curioso!

Lá dentro, a área onde os jogadores e a equipe técnica circulavam foi isolada, então a chance de vê-los perambulando era mínima. Só o Dante que foi visto perdido na recepção… Qualquer semelhança com o jogo contra a Alemanha não é mera coincidência rss. O único momento que pudemos vê-los sem nenhuma barreira foi quando eles deixaram o hotel a caminho do estádio. Num corredor de vidro eles passaram um a um e a gritaria rolou solta – como se por um momento todo mundo tivesse esquecido do jogo humilhação. Vou dedar aqui… Só o Neymar acenou pra galera. Todo o resto passou reto sem mexer um músculo pra mandar oi. Até tu, David Luiz?!

Bom, nem preciso dizer que eu trocaria tudo isso por ter assistido da televisão de casa o Brasil jogar a final, né? Mas já que não foi assim, ficam as risadas, a tietagem meio que de mentirinha (do tipo “beleza, já que estou aqui vou viver…”) e os bons momentos dessa experiência toda.

De Brasília, ainda vai vir um post mostrando o que conheci por lá nessa minha viagem relâmpago. Até pessoal!

Brasil x Holanda. Eu fui!

Copa do Mundo 2014 Brasil e Holanda

É…. Deu Holanda. Depois do indigesto 7×1, o 3×0 foi pra passar a régua e fechar a conta. Quem diria que o futebol seria a nossa maior vergonha na Copa em casa? E quem diria que os outros medos reais que o país tinha em receber o Mundial, como o transporte, a organização do evento e a segurança, seriam aprovados pelos visitantes? Inimaginável! Esta pesquisa aqui da Datafolha comprova isso tudo. Pois bem… Por mais incrível que pareça, apesar do nosso futebol não ter feito bonito, o país fez e portanto temos do que nos orgulhar.

Bem antes de sabermos disso tudo, eu já começava a me preparar pra assistir a Copa no Brasil. Desde quando foi aberta a primeira fase de sorteio de ingressos em agosto de 2013 eu já estava na corrida por uma entrada. Entrei nos três sorteios, não consegui nenhum. Em março, assistindo ao jornal Bom Dia Brasil, soube que naquele próximo dia seria aberta a venda de ingressos direta pelo site da Fifa. Exatamente às 7h no horário de Campo Grande eu cliquei pra fazer a compra. Entrei numa fila virtual e depois de 1h e meia finalmente consegui garantir meu ingresso. Ufa! Eu ia ver a Copa no Brasil.

A escolha do jogo foi às pressas. As partidas que tínhamos listado como preferência já estavam esgotadas e os 15 minutos cravados para preencher todos os dados da compra não davam tempo para muito raciocínio. Fui pelo jogo em fim de semana, numa cidade próxima à minha e que provavelmente teria bons times em campo. A decisão do 3º e 4º foi a partida escolhida e, por sorte – ou azar, acabou sendo jogo do Brasil.

Teve gente que, depois da lavada Brasil e Alemanha, chegou a me perguntar “Você ainda vai”? Ingressos suados, hotel e passagens compradas e a chance de assistir a uma Copa do Mundo? É claro que eu vou! E lá fui eu para Brasília ver nossos meninos jogarem contra Robben e companhia. Como boa brasileira eu estava esperançosa numa vitória, mas como sabemos o resto da história não foi nada assim. Já começamos perdendo com um golzinho maroto no segundo minuto do primeiro tempo. Feio! Apesar disso, nem esse e nem o segundo gol desanimaram a mim e ao resto da torcida do estádio. Era ôla indo e vindo, “eu sou brasileirooo…” e tudo mais. Foi só no terceiro gol literalmente aos 45 do segundo que o Mané Garrincha brochou e a vaia veio à tona. Triste fim pra Copa no país.

O quarto lugar, claro, não foi nada bom, mas a experiência de viver uma Copa do Mundo foi única! Muita vibração, estádio pulsando, nações se encontrando, festa nas ruas… Desse dia vou levar só as boas emoções.

Copa do Mundo 2014 Brasil e Holanda

No próximo post vou mostrar o hotel que fiquei em Brasília que, por coincidência, foi o mesmo da nossa seleção.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 66 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: